COSTURANDO SABERES: EXPLORANDO A MATEMÁTICA ATRAVÉS DO CORTE E COSTURA NA UNIVERSIDADE DA MATURIDADE
DOI:
https://doi.org/10.59666/Arete.1984-7505.v22.n36.3984Palavras-chave:
Cultura, Etnografia, Idosos, MatemáticaResumo
A pesquisa “Costurando saberes: explorando a matemática e a cultura por meio do corte e costura na universidade da maturidade”, tem por objetivo investigar como os saberes matemáticos podem ser integrados ao cotidiano dos idosos sob uma perspectiva sociocultural. Trata-se de pesquisa com abordagem qualitativa, combinando Design-Based Research (DBR) e análise micro etnográfica. Participaram da pesquisa 27 pessoas que fazem parte do Grupo de Estudos de Matemática da Universidade da Maturidade do Tocantins - GEMUMA-TO em Porto Nacional - TO. Os resultados revelaram o desenvolvimento de habilidades de comunicação, expressão, aprendizagem e resolução de problemas durante as atividades de corte e costura. Os participantes demonstraram atitudes e valores positivos em relação à matemática, destacando o espírito crítico, a cidadania ativa e o empreendedorismo. Ao perceberem a ligação intrínseca entre a matemática e as atividades cotidianas, os idosos passaram a valorizar mais a disciplina e reconhecer sua importância na resolução de problemas práticos. A proposta de participar de uma feira empreendedora reflete não apenas o desejo de aplicar novos conhecimentos na prática, mas também a motivação para explorar oportunidades de renda extra e empreendedorismo, evidenciando uma mudança positiva em suas atitudes em relação à matemática e seu potencial na vida real. Concluiu-se que a integração dos saberes populares e conceitos matemáticos é capaz de promover uma aprendizagem significativa e enriquecedora para os idosos, contribuindo para seu desenvolvimento pessoal, social e cultural ao longo da vida.
Referências
CARVALHO, Ana Maria; et al. Universidade da Maturidade: inclusão social e desenvolvimento de competências. Revista de Estudos Gerontológicos, v. 3, n. 2, p. 22-34, 2020.
CHÁCON, Inês María Gómez. Matemática emocional: os afetos na aprendizagem matemática. Porto Alegre: Artmed, 2003.
COMISSÃO EUROPEIA. Key competences for lifelong learning: European reference framework. Bruxelas: Comissão Europeia, 2019.
D'AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
DAMASCENO, Maria; et al. Dificuldades no ensino de matemática entre jovens e idosos. Revista de Educação Matemática, v. 5, n. 1, p. 35-47, 2015.
ERICKSON, Frederick. Prefácio. In: COX, Maria Inês de Freitas Petrucci; ASSIS-PETERSON, Antônio Augusto de (orgs.). Cenas de sala de aula. Campinas: Mercado de Letras, 2001.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
MANGUEIRA, Rômulo Tonyathy da Silva; SANTIAGO, Zélia Maria de Arruda. Matemática, idoso e cotidiano: memórias, saberes e práticas a capacidade de entender verdades escondidas. Curitiba: Appris Editora, 2019.
SCANDIUZZI, Pedro Paulo. A dinâmica de contagem de lahatua Otomo e suas implicações educacionais: uma pesquisa em etnomatemática. 1997. 216 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1997.
