Revista Areté | Revista Amazônica de Ensino de Ciências
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<p><span class="strBoxTxt">A revista eletrônica ARETÉ, ISSN 1984-7505, é editada pelo Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências na Amazônia da Universidade do Estado do Amazonas - UEA. ARETÉ, que significa virtude em grego, nasceu com uma proposta editorial independente, aberta as todas as tendências investigativas contemporâneas atreladas ao Ensino de Ciências. Como Ciência e Tecnologia caminham juntas, este é mais um espaço para divulgar os resultados de pesquisas científicas e seus frutos tecnológicos.</span></p>Editora Universitária da Universidade do Estado do Amazonaspt-BRRevista Areté | Revista Amazônica de Ensino de Ciências1984-7505ETNOMATEMÁTICA E ECOLOGIA: SIGNIFICADOS E SENTIDOS
http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5175
<p>O objetivo desse artigo é fazer uma apresentação dos 15 (quinze) artigos que compõe o dossiê “Etnomatemática e Ecologia: significados e sentidos” da Revista Areté - Revista Amazônica de Ensino de Ciências, organizado pelo Laboratório Internacional em Etnomatemática e Ecologia – LIEE, cadastrado no Diretório dos Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. O procedimento utilizado aqui foi comentar brevemente cada um dos artigos, trazendo sempre uma citação com as vozes dos autores. Os comentários sobre os artigos mostram que o dossiê conseguiu atingir o seu propósito que era trazer relações entre etnomatemática e ecologia com diversos olhares e conceitos que caminham entre significados e sentidos.</p>José Roberto Linhares de MattosLucélida de Fátima Maia da CostaDarlane Cristina Maciel Saraiva
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2026-06-242026-06-242741e26010e2601010.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5175ETNOMATEMÁTICA E ECOLOGIA: IMANÊNCIAS E TRANSCENDÊNCIAS
http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5176
<p>Este artigo coteja alguns entendimentos sobre as imanências e transcendências entre Ecologia e Etnomatemática. Com o objetivo de investigar possíveis interligações entre etnomatemática e ecologia, com ênfase no arcabouço teórico de ambas e de diferentes estudos já realizados, assume-se como percurso metodológico a análise crítica e reflexiva conceitual e alicerça-se com base na pesquisa bibliográfica. Entende-se, portanto, que uma pesquisa bibliográfica cria oportunidades para o desenvolvimento de novos entendimentos, novas argumentações, para a difusão de novos conhecimentos. Apresentam-se as imanências da Etnomatemática e da Ecologia para coconstruir aspectos transcendentais que as liguem. Posto isso, entende-se imanência e transcendência como conceitos complementares e, ao mesmo tempo, complexos. As transcendências apontadas, partem do princípio de que as bases conceituais tanto da etnomatemática quanto da Ecologia, percorrem aspectos históricos, epistemológicos, filosóficos, antropológicos, dentre outros, que caminham na mesma direção, ou seja, a busca de um mundo melhor para os seres humanos. Como conclusão, compreende-se de que há uma linha tênue que desperta o devir, o constante vir a ser entre Etnomatemática e Ecologia. Ambas caminham para a transdisciplinaridade e para a visão holística de mundo e de Educação, direcionadas pela superação ou minimização da orientação hegemônica a nível sociocultural, histórico e ecológico.</p>Sandra Maria Nascimento de Mattos
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2026-06-242026-06-242741e26011e2601110.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5176HORTA ESCOLAR: DIMENSÃO AFETIVA DA ETNOMATEMÁTICA E ACESSIBILIDADE CURRICULAR NA CONVIVÊNCIA PEDAGÓGICA
http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5220
<p>Este artigo apresenta uma pesquisa-ação qualitativa desenvolvida na Escola Municipal Vereador Dário de Oliveira Lins, em Japeri/RJ, no ano letivo de 2024, com uma turma do 2º ano do Ensino Fundamental. O estudo teve como objetivo promover a acessibilidade curricular e a aprendizagem significativa por meio das práticas da horta escolar, articulando saberes matemáticos, culturais e afetivos. Fundamentada na Dimensão Afetiva da Etnomatemática, proposta por Sandra Mattos (2020), a pesquisa reconhece o afeto como elemento constitutivo do conhecimento e como ponte entre o aprender e o sentir. Dialoga, ainda, com os princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), segundo Souza, Cordeiro e Paiva (2025), e com a “ComVivência” Pedagógica de Guimarães (2021), que concebe a educação como prática ética, ecológica e amorosa. As atividades da horta integraram conteúdos curriculares à vida cotidiana, transformando o espaço escolar em território de inclusão e pertencimento. Os resultados revelaram avanços na comunicação, autonomia e engajamento das crianças, especialmente daquelas com Transtorno do Espectro Autista, demonstrando que o currículo, quando acessível e afetivo, floresce como prática de convivência, equidade e humanização</p>Cintia Vieira de Paz dos SantosJosé Roberto Linhares de Mattos
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2026-06-242026-06-242741e26012e2601210.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5220O SAGRADO DO AMBIENTE: VIVERES COCONSTRUÍDOS EM SABERES, FAZERES, SENTIRES
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<p>Apresentar o sagrado que existe na retirada do barro, realizado por mulheres da Comunidade Quilombola Santa Luzia do Maruanum, para confecção de artefatos cerâmicos, envolve práticas natural, cultural, espiritual e mística. Há, na retirada do barro, um misto de viveres coconstruídos por saberes, fazeres e sentires que direcionam aos locais apropriados, inspirados por rituais sagrados, respeito às divindades e a sensibilidade de conectar-se afetivamente àquele espaço que provém o sustento e garante o cuidado com a sustentabilidade ambiental. A carga simbólica e sacralizada desenvolvidas por essas mulheres com a natureza baseia-se na autointerpretação humana, sociocultural e afetiva. Metodologicamente utiliza-se a pesquisa Etnográfica Crítica e toma-se como objetivo investigar, nas práticas místicas de descendentes quilombolas, o sagrado existente na retirada do barro. Utiliza-se como práticas para a recolha de dados a observação da realidade cotidiana e a pesquisa narrativa. Percebe-se que a retirada do barro continua sendo uma atividade sociocultural e econômica que propicia a convivência entre elas e a sobrevivência e subsistência ecológica local. Como contribuição sociocultural e econômica é possível constatar que há a passagem de geração em geração dessa prática, garantindo o sustento familiar, facilitando uma vida ecológica e possibilitando uma educação que transcende ao instituído. Conclui-se que olhar o sagrado na retirada do barro permite, por meio da Ecologia e da Etnomatemática, assegurar o lugar de fala dessas mulheres, pensar um futuro com mais justiça sociocultural e equidade de oportunidades e revelar encontros dialógicos entre seres humanos e natureza, entre uma educação libertadora e uma educação provedora desse futuro.</p>Sandra Maria Nascimento de MattosMônica Maria Borges Mesquita
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2026-06-242026-06-242741e26013e2601310.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5221ETNOMATEMÁTICA E COMPLEXIDADE: MANIFESTAÇÕES DE SABERES EM ECOSSISTEMAS SOCIOCULTURAIS AMAZÔNICOS
http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5230
<p>A superespecialização do conhecimento em disciplinas, com o intuito de criar modelos “puros” de representação do mundo, amplia o distanciamento entre saberes ditos científicos e tradicionais. Em contrapartida, neste artigo, reflete-se sobre a proficuidade dialógica entre saberes da tradição e saberes científicos porque reconhece-se sua potencialidade para o processo cognitivo humano, especialmente, quando se pensa em saberes matemáticos. Nessa direção, o objetivo do artigo é propor um diálogo entre a etnomatemática e a epistemologia da complexidade para discutir os saberes manifestados no processo de confecção do tipiti e na produção de farinha de mandioca em comunidades ribeirinhas do município de Parintins, interior do estado do Amazonas, Brasil. A metodologia adotada é de natureza qualitativa a qual permitiu a triangulação entre os resultados de duas pesquisas desenvolvidas no município de Parintins. Os resultados indicam que o tipiti, prensa utilizada para secar a massa de mandioca, estudado na primeira pesquisa, se mostrou um elemento representativo da cultura amazônica, cuja confecção ocorre segundo um complexo padrão matemático que se materializa no trançado de fibras vegetais. A segunda pesquisa identificou, nas etapas do processo de produção farinha, múltiplos saberes que se constituem práticas etnomatemáticas desenvolvidas no plantar, colher, torrar, estabelecer preços, ações em que se manifestam modos de medir, quantificar e avaliar aprendidos pela observação e reprodução de técnicas elaboradas e/ou adaptadas para o enfrentamento de situações próprias de ambientes ribeirinhos</p>Lucélida de Fátima Maia da CostaRenata Martins Pereira David Carvalho Machado
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2026-06-242026-06-242741e26014e2601410.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5230O TROMPO DE TAPITAS, UM BRINQUEDO ONDE GIRA A ETNOMATEMÁTICA
http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5232
<p>O <em>trompo de tapitas<a href="#_ftn1" name="_ftnref1"><strong>[1]</strong></a></em> é um brinquedo feito e usado por crianças na costa caribenha colombiana. O objetivo desta pesquisa é propor conexões etnomatemáticas entre as ideias matemáticas que um grupo de meninas e meninos utilizam na elaboração e brincadeira do <em>trompo de tapitas</em> e as ideias matemáticas presentes na matemática escolar associadas ao conceito de circunferência, unidades de medida e figuras e corpos geométricos. Esta pesquisa está fundamentada, teoricamente, no Programa de Etnomatemática e em pesquisas onde são evidenciados temas relacionados. A metodologia é qualitativa e etnográfica e para a coleta de dados, foram implementadas entrevistas semiestruturadas, diários de campo, observações, registros e produções audiovisuais. Os resultados mostram que na elaboração e no jogo do <em>trompo de tapitas</em>, são desenvolvidas ideias e conceitos da prática que podem ser conectados com conceitos como a circunferência e algumas de suas propriedades, alguns sistemas de medidas, figuras e corpos geométricos. Entre as principais conclusões e discussões, pode-se destacar que o grupo de meninas e meninos estudados desenvolveu ideias matemáticas típicas da cultura de brincar e elaborar o <em>trompo de tapitas</em> e demonstram mais uma vez a diversidade cultural da matemática.</p> <p> </p> <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> <em>Trompo de tapitas</em> é um pião elaborado com tampas plásticas de refrigerante e palitos plásticos de pirulito. <em>Trompo</em> faz referência ao Pião e <em>tapitas</em> faz referência a tampinhas (Manchego, Utria & Aroca, 2024).</p>Kamilo Andrés Manchego PalacioYeidrys Yojana Utria HernándezArmando Alex Aroca Araujo
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2026-06-242026-06-242741e26015e2601510.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5232ETNOMATEMÁTICA E ALTERNÂNCIA NOS SABERES INDÍGENAS: CAMINHOS PARA EDUCAÇÃO INTERCULTURAL
http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5233
<p>Este artigo analisa os impactos históricos da colonização sobre os povos indígenas no Brasil, evidenciando tanto o genocídio físico quanto o epistemicídio, entendido como a destruição de sistemas de conhecimento tradicionais. A partir dessa perspectiva, discute-se a necessidade de uma educação intercultural crítica, capaz de valorizar epistemologias indígenas e superar a lógica eurocêntrica que historicamente orientou a escola. Nesse contexto, a Etnomatemática é apresentada como epistemologia decolonial que reconhece práticas matemáticas culturalmente situadas, enquanto a Pedagogia da Alternância é explorada como metodologia que articula tempos e espaços de aprendizagem entre escola e comunidade. A experiência relatada no Programa Saberes Indígenas na Escola (SIE), desenvolvido com professores Mura e Sateré-Mawé no Amazonas, demonstra a potência da convergência entre essas abordagens para fortalecer práticas educativas contextualizadas, legitimar saberes indígenas e promover currículos que contribuam para justiça histórica e dignidade dos povos originários</p>Erilúcia Souza da SilvaDarlane Cristina Maciel Saraiva
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2026-06-242026-06-242741e26016e2601610.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5233OLHAR DE PROGRAMAS CURRICULARES DE MATEMÁTICA DE ANGOLA E BRASIL
http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5234
<p>Com este texto pretendemos fazer um estudo comparativo de Programas de Matemática do Ensino Fundamental do Brasil e do Ensino Primário e I Ciclo de ensino secundário de Angola, é uma pesquisa de tipo documental ou bibliográfica. Com este estudo temos o objetivo de mostrar o conteúdo e a estrutura de cada um dos programas de Matemática do ensino fundamental, nomeadamente a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Brasil e o Programa Nacional de Matemática de Ensino primário e I ciclo de Angola, fizemos a consulta bibliográfica de programas curriculares de Angola e do Brasil. Os dois países têm várias semelhanças que podem ser partilhadas desde o contexto cultural aos outros demais contextos, embora haja diferenças que podem ser abismais. Para tal, importa mostrarmos neste texto o que é o quê de cada um dos países em termos de currículo. Confiamos que este texto pode trazer uma visão e atuação diferenciada e valiosa ao encarar o currículo quer no contexto particular de cada país quer no contexto global para os dois países e não só.</p>Domingos DiasDavid Pires Dias
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2026-06-242026-06-242741e26017e2601710.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5234ETNOMATEMÁTICA COMO PRÁXIS ECOLÓGICA E ANTIRRACISTA NO ENSINO DE GRANDEZAS E MEDIDAS
http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5235
<p>O artigo discute o ensino de grandezas e medidas a partir da perspectiva da Etnomatemática como prática ecológica e antirracista. Argumenta que a matemática escolar, frequentemente descontextualizada e eurocêntrica, desconsidera saberes tradicionais presentes em atividades cotidianas. Defende-se que integrar experiências socioculturais ao ensino modernizado pode promover uma aprendizagem antirracista, fortalecendo identidades e contribuindo para a justiça racial e sustentabilidade ambiental. A pesquisa, baseada em revisão sistemática de literatura evidenciou a escassez de estudos que articulem simultaneamente Etnomatemática, Ecologia e Educação Antirracista, indicando uma lacuna científica e pedagógica. O texto propõe práticas didáticas investigativas, valorização dos saberes e fazeres de comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, ribeirinhas etc., e formação docente crítica, reafirmando a escola como espaço de diálogo, reconhecimento e transformação social. Conclui-se que essa abordagem ressignifica o ensino de grandezas e medidas podendo contribuir para uma educação matemática mais inclusiva e equitativa.</p>Elivaldo Serrão Custódio
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2026-06-242026-06-242741e26018e2601810.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5235A INTEGRAÇÃO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA
http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5236
<p>A integração da Inteligência Artificial Generativa (IAG) no âmbito da Educação Escolar Indígena, mostra-se como um processo dinâmico, complexo, tenso e repleto de oportunidades para novas pesquisas em Educação Matemática. Este artigo é uma pesquisa qualitativa que conta com a colaboração de seis professores indígenas de Matemática que aceitaram participar, sendo três de cada etnia (Pataxó e Tupinambá). Tem-se o objetivo de analisar os contextos culturais criados pela IAG <em>Gemini </em>do <em>Google</em>, sob a perspectiva da Etnomatemática e em consonância com as falas dos professores indígenas convidados que têm a função de validarem ou não essas criações. A IAG <em>Gemini</em> foi escolhida pelos professores por ser a mais utilizada por eles, devido ao seu acesso ser facilitado por se ter um cadastro no <em>Gmail </em>do <em>Google</em>. Para tanto, optou-se pelo conteúdo matemático Regra de Três Composta com três e quatro grandezas, sendo dois problemas perante o contexto cultural dos Pataxós, e outros dois em meio ao contexto cultural dos Tupinambás. Os resultados apontam que a integração da IAG, no âmbito da Educação Escolar Indígena, pode auxiliar o professor indígena de Matemática, mas com algumas ressalvas na criação do contexto cultural, pois para além de simplesmente se criar um cenário superficial, deve-se ter atenção a questões culturais que a IAG não tenha previsto e somente quem é da etnia vai trazer à tona</p>Geraldo Aparecido PolegattiLigia Bittencourt Ferraz de CamargoElaine Neris
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2026-06-242026-06-242741e26019e2601910.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5236ETNOMATEMÁTICA E MARCADORES DO TEMPO: UM ESTUDO NA ALDEIA KARIPUNA MANGA OIAPOQUE
http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5237
<p>O artigo problematiza, apoiado nos referenciais teóricos do campo da etnomatemática, o que diz um grupo de indígenas Karipuna da aldeia Manga, situada no Oiapoque, Amapá, acerca das transformações dos marcadores do tempo, bem como o papel que atribuem à escola na problematização das mudanças climáticas. Os participantes da pesquisa se constituem de um cacique, uma indígena agente ambiental, o diretor e uma turma do quinto ano da escola localizada na aldeia. As enunciações foram escrutinadas à luz da análise discursiva na perspectiva foucaultiana e permitiu a emergência de duas unidades de análise: a) os participantes evidenciaram um significativo conjunto de mudanças nos tradicionais marcadores de tempo utilizados na aldeia e b) a escola tem papel preponderante nas discussões acerca das mudanças climáticas, distanciando-se da ideia de reproduzir conteúdos independentemente dos problemas que assolam a comunidade.</p>Ieda Maria GiongoKátia Ligia Vieira Lira
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2026-06-242026-06-242741e26020e2602010.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5237TEIAS ENTRE ETNOMATEMÁTICA, FERRAMENTAS FOUCAULTIANAS E JOGOS DE LINGUAGEM NO CONTEXTO ESCOLAR
http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5238
<p>De cunho teórico, este texto objetiva refletir sobre possíveis articulações entre a Etnomatemática abordada no contexto escolar e o pensamento contemporâneo de Michel Foucault. Para tanto, se faz necessário adentrar na oficina foucaultiana e utilizar-se de algumas ferramentas como: poder; relações de poder; e, contraconduta, cruzadas com os jogos de linguagem e as formas de vida de Ludwig Wittgenstein, para propor uma reflexão acerca do ensino da Matemática. Por meio de resultados advindos de uma pesquisa de doutoramento que adota a Etnomatemática como um método de pesquisa e ensino, é possível ilustrar alguns deslocamentos nas formas de aprendizagem dos estudantes a partir dos movimentos possibilitados pelos modos de saber e fazer de agricultores produtores de farinha. Evidenciam-se possibilidades para os estudantes reconhecerem e valorizarem outras formas de matematizar, oportunizando estratégias para resolução de problemas, em especial aqueles advindos da prática cultural da farinhada, convergindo à abordagem da Matemática Humanista.</p>Valdirene Teixeira Flor VianaIsabel Cristina Machado de Lara
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2026-06-242026-06-242741e26021e2602110.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5238O TEOREMA PITAGÓRICO PARA ALÉM DA CONTEXTUALIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA RIKBAKTSA
http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5239
<p>A Educação Escolar Indígena do povo Rikbaktsa, que abrange a sua Educação Básica, é bem desenvolvida com escolas alocadas em suas comunidades, e com professores Rikbaktsa atuando em todas as áreas do conhecimento. No campo da Educação Matemática, os professores Rikbaktsa de Matemática trabalham sob a perspectiva da Etnomatemática, que busca a valorização dos saberes e fazeres matemáticos tradicionais da comunidade socialmente identificada em tela, por meio da sua contextualização no processo de ensino e aprendizagem da Matemática, bem como sua inserção no currículo escolar. No caso, esse trabalho tem por objetivo apresentar os resultados e a conclusão da oficina denominada <em>O Teorema de Pitágoras no contexto Rikbaktsa</em>, desenvolvida por três professores Rikbaktsa de Matemática e os autores desse artigo. Para tanto, parte-se de três problemas contextualizados que os três professores Rikbaktsa trouxeram para o fomento da oficina. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que analisa e traz à tona os discursos dos professores indígenas sobre os modos de medir de seu povo e como eles interagem com o teorema pitagórico do não indígena. Os resultados apontam que os Rikbaktsa utilizam paus ou cordas feitas de cipó, que são demarcados com tinta à base de urucum, como referências de medidas dos catetos e da hipotenusa no processo de construção do triângulo retângulo e desenvolvimento do teorema pitagórico.</p>Ligia Bittencourt Ferraz de CamargoGeraldo Aparecido PolegattiCamila Vieira
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2026-06-242026-06-242741e26022e2602210.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5239OS SABERES DAS MULHERES COLETORAS DE SEMENTES A Muvuca como uma ecologia socioambiental sob a ótica da Etnomatemática
http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5240
<p>Este artigo foi gerado a partir de reflexões sobre os resultados de uma pesquisa de mestrado realizada junto às mulheres coletoras de sementes da Comunidade do Bambu, pertencente ao Projeto de Desenvolvimento Sustentável Bordolândia, vinculado à Associação Rede de Sementes do Xingu, no município de Serra Nova Dourada/MT. A partir desses resultados buscou-se compreender, na perspectiva da Etnomatemática, como são articulados os saberes e fazeres das mulheres coletoras nos processos de identificação, seleção, armazenamento, transporte e comercialização das sementes. A metodologia se constituiu de um caminhar etnográfico, pois buscou vivenciar o cotidiano do campo e acompanhar as coletas e a gestão coletiva do ambiente habitado. As informações geradas foram registradas em cadernos de campo, gravadores de voz e câmeras digitais para fotografias e vídeos, durante nossas entrevistas não estruturadas, quando promoveu-se diálogos espontâneos com o grupo. Esta pesquisa evidenciou que o trabalho das coletoras de sementes configura-se em uma forma de valorização dos saberes nativos que enriquecem a cultura e fortalecem as lutas pela permanência na terra. Por meio da técnica da Muvuca, as mulheres plantam florestas e semeiam vidas às comunidades. Evidenciou-se, ainda, que os conhecimentos praticados por elas se configuram num processo coletivo, autossustentável e potencializado economicamente.</p>Marciel Santos e SantosJoão Severino FilhoAdailton Alves da Silva
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2026-06-242026-06-242741e26023e2602310.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5240DECOLONIZAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR: UMA ALTERNATIVA PARA SIGNIFICAR CONCEITOS MATEMÁTICOS
http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5241
<p>O presente artigo tem como objetivo discutir a constituição do conhecimento científico desde uma perspectiva decolonial. A partir disso, aponta a Etnomatemática como método de pesquisa e de ensino como uma alternativa para a ressignificação de conceitos matemáticos, por parte de estudantes do Ensino Superior, conceitos esses que estão presentes na prática diária de profissionais que atuam no campo de formação desses estudantes. Para tanto, utiliza-se de autores do movimento decolonial como Maldonado-Torres e Grosfoguel, e da perspectiva de D’Ambrosio e Lara para a Etnomatemática. Apresentam-se alguns resultados de uma proposta de ensino realizada em uma turma do Ensino Superior que utilizou como caminho metodológico a Etnomatemática como método de pesquisa e de ensino, proposto por Lara (2019), assim como a percepção dos estudantes acerca da pesquisa desenvolvida por eles. Conclui-se que a operacionalização da Etnomatemática nessa perspectiva permite que estudantes de Cálculo desconstruam a ideia de uma Matemática alheia ao mundo real e percebam a utilização de conceitos matemáticos na prática de sua futura profissão, o que pode contribuir para o aprendizado em disciplinas associadas à Matemática</p>Luis Tiago OsterbergIsabel Cristina Machado de Lara
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2026-06-242026-06-242741e26024e2602410.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5241A ETNOMATEMÁTICA AFETIVA E A AGROECOLOGIA NA INTERAÇÃO ENTRE ESCOLA E FAMÍLIAS RURAIS
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<p>Este trabalho investiga a interseção entre a Etnomatemática Afetiva e a Agroecologia na Educação do Campo, com o objetivo de analisar como os vínculos afetivos e os saberes locais contribuem para o ensino e a aprendizagem da matemática na relação entre escola e famílias rurais. A metodologia adotada foi qualitativa, com inspiração etnográfica, utilizando observação participante e entrevistas semiestruturadas com pais de alunos, cujos dados foram analisados mediante análise de conteúdo. Os principais resultados demonstraram que a matemática está profundamente enraizada nas práticas cotidianas das comunidades, como no plantio e na colheita, carregada de significados culturais e emocionais. A integração proposta fortaleceu os laços entre escola e famílias, transformou a percepção da matemática de uma disciplina abstrata em um conhecimento vivo e contextualizado e promoveu a autoestima e a participação ativa dos estudantes. Conclui-se que essa abordagem, ancorada no afeto e no diálogo de saberes, humaniza o processo educativo, valoriza a identidade camponesa e se revela uma potente ferramenta para uma educação transformadora e significativa.</p>Luíza Betânia Gevergi LacerdaEulina Coutinho Silva do Nascimento
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