LA SACRALIDAD DEL MEDIO AMBIENTE: VIDAS CO-CONSTRUIDAS EN CONOCIMIENTOS, HACERES, SENTIMIENTOS
DOI:
https://doi.org/10.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5221Palabras clave:
Ecología, Extracción de arcilla, Etnomatemáticas, Maruanum, MujeresResumen
La presentación de lo sagrado presente en el proceso de extracción de arcilla por parte de las mujeres de la comunidad quilombola de Santa Luzia do Maruanum para la creación de artefactos cerámicos implica prácticas naturales, culturales, espirituales y místicas. Este proceso de extracción de arcilla abarca una combinación de vida coconstruida por conocimientos, acciones y sentimientos que dirigen a las personas a lugares apropiados, inspirados en rituales sagrados, el respeto a las deidades y la sensibilidad para conectar emocionalmente con el espacio que les brinda sustento y garantiza la sostenibilidad ambiental. La conexión simbólica y sacralizada que estas mujeres desarrollan con la naturaleza se basa en la autointerpretación humana, sociocultural y afectiva. La Etnografía Crítica se utiliza como método para investigar la sacralidad presente en el proceso de extracción de arcilla en las prácticas místicas de los descendientes quilombolas. Las prácticas de recolección de datos incluyen la observación de la realidad cotidiana y la investigación narrativa. Es evidente que la extracción de arcilla continúa siendo una actividad sociocultural y económica que fomenta la coexistencia entre las mujeres y la supervivencia y subsistencia ecológica local. Como contribución sociocultural y económica, se observa que esta práctica se transmite de generación en generación, asegurando el sustento familiar, facilitando una vida ecológica y posibilitando una educación que trasciende las normas establecidas. Se concluye que abordar lo sagrado en la extracción de arcilla permite, a través de la ecología y la etnomatemática, asegurar la voz de estas mujeres, vislumbrar un futuro con mayor justicia sociocultural e igualdad de oportunidades, y revelar encuentros dialógicos entre los seres humanos y la naturaleza, entre una educación liberadora y una educación que fomenta este futuro.
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