EL CUERPO EN EL PUNTO DE MIRA: GÉNERO Y SEXUALIDAD EN LA EDUCACIÓN EN CIENCIAS
DOI:
https://doi.org/10.59666/Arete.1984-7505.v25.n39.5094Palabras clave:
Cuerpo y Disciplina, Enseñanza de las Ciencias, Género y Sexualidad, Escuelas MilitarizadasResumen
El objetivo de este artículo es comprender los desafíos que enfrentan los profesores de ciencias al abordar temas como género, cuerpo y sexualidad en escuelas militarizadas. Partimos del entendimiento de que estas instituciones, atravesadas por una lógica normativa y disciplinaria, ponen en tensión los procesos pedagógicos, especialmente cuando se trata de abordar contenidos que movilizan las diferencias, la autonomía de los cuerpos y los derechos humanos. La investigación se ancla en los estudios de autores como Butler (2002 a, b; 2004; 2018), Foucault (1987; 1979; 2008), Louro (1997; 2000), Connell; Pearse, (2015) y otros. El estudio se inscribe en el campo de la investigación cualitativa, utilizando el marco metodológico del Análisis Textual del Discurso (ADT) (Moraes; Galiazzi, 2007; 2016), a partir de entrevistas a dos profesores de ciencias que trabajan en una escuela militarizada en el estado de Maranhão. El análisis destacó el silenciamiento institucionalizado de las cuestiones de género y sexualidad, la (auto)censura docente frente a la vigilancia pedagógica y la falta de formación continua que incluya perspectivas críticas e interseccionales. Concluimos que los desafíos enfrentados no se limitan a barreras pedagógicas, sino que forman parte de disputas políticas y epistemológicas que niegan a las ciencias el papel de instrumento de emancipación y de construcción de personas críticas. Ante ello, urge enfatizar y fortalecer prácticas pedagógicas que confronten las lógicas normativas y excluyentes que operan en estos espacios
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