A PRÁXIS DOCENTE COMO EPISTEMOLOGIA VIVA: RELIGAR SABERES NO ENSINO DE CIÊNCIAS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59666/Arete.1984-7505.v25.n39.5076

Palavras-chave:

Práxis Docente, Interdisciplinaridade., Ensino de Ciências, Aprendizagem Significativa Crítica, Formação de Professores

Resumo

O presente ensaio reflete sobre a práxis docente como uma experiência singular e viva, defendendo a necessidade de superar a fragmentação disciplinar no ensino de Ciências. Utilizando a metáfora de uma corrida em esteira, o texto argumenta que a contextualização deve ir além de exemplos triviais, constituindo-se como uma atitude interdisciplinar que religa o conhecimento científico ao cotidiano e às dimensões sociopolíticas da vida. Discute-se a aprendizagem significativa crítica como um processo que, além de ancorar novos conteúdos em estruturas prévias, promove a problematização do saber em suas implicações éticas, sociais e políticas. Adicionalmente, o ensaio aborda a formação docente como um espaço estratégico para o desenvolvimento dessa epistemologia viva, exigindo a superação da dicotomia teoria-prática e a incorporação de práticas socioculturais. Por fim, o ensaio propõe a literatura e a arte como aliadas na contextualização, ampliando o repertório e o sentido do conhecimento escolar. O objetivo central é reposicionar a docência como uma "epistemologia viva" que busca a complexidade e a religação de saberes numa perspectiva crítica.

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Publicado

2025-12-30

Como Citar

ARAÚJO, B. F. de; ROBAINA, J. V. L. . A PRÁXIS DOCENTE COMO EPISTEMOLOGIA VIVA: RELIGAR SABERES NO ENSINO DE CIÊNCIAS. Revista Areté | Revista Amazônica de Ensino de Ciências, [S. l.], v. 25, n. 39, p. e25034, 2025. DOI: 10.59666/Arete.1984-7505.v25.n39.5076. Disponível em: http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5076. Acesso em: 11 mar. 2026.