A FLORESTA EM PÉ E A EDUCAÇÃO QUE RESISTE: SABERES AMAZÔNICOS NA FORMAÇÃO DOCENTE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59666/Arete.1984-7505.v25.n39.5090

Palavras-chave:

Formação Docente, Comunidades Ribeirinhas, Floresta em Pé, Amazônia, Corpo-território.

Resumo

Este artigo descreve a experiência pedagógica “A floresta em pé na formação docente”, desenvolvida no curso de Licenciatura em Pedagogia do Campo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Carauari/AM. A iniciativa aconteceu na zona rural do município e objetivou oportunizar vivências de práxis pedagógicas que dialoguem com as especificidades da educação do campo na Amazônia, sobretudo a partir da floresta como território de saberes e de aprendizagens, favorecendo a formação de sujeitos comprometidos com sua realidade sociocultural e ambiental. A metodologia foi construída acerca de uma fenomenologia das vivências que incluiu diagnóstico participativo, oficinas de produção de materiais com recursos locais, aulas em espaços não formais e produção de memorial autobiográfico. Os resultados revelam a ampliação das representações dos partícipes e o fortalecimento de sua autonomia crítica frente ao papel docente no contexto amazônico. A proposta também evidenciou desafios logísticos, resistências locais e a necessidade de maior apoio institucional à educação do campo na Amazônia.

Referências

ARROYO, Miguel G. Outros sujeitos, outras pedagogias. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.

BANIWA, Braulina; KAINGANG, Joziléia; MANDULÃO, Giovana. Mulheres: corpos-territórios indígenas em resistência! Org. SCHWINGEL, Kassiane. Porto Alegre: Fundação Luterana de Diaconia – Conselho de Missão entre Povos Indígenas, 2023. Disponível em: https://acervo.socioambiental.org/acervo/documentos/mulheres-corpos-territorios-indigenas-em-resistencia. Acesso em: 31 maio 2025.

CHAUÍ, Marilena. O que é ideologia? 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1980.

DUARTE, Mateus de Souza; PAGAN, Alice Alexandre. Ensinar ciências na Amazônia ribeirinha: uma reflexão teórica e autobiográfica. Revista Areté - Revista Amazônica de Ensino de Ciências, [S.l.], v. 23, n. 37, p. e24017, jul. 2024. ISSN 1984-7505. Disponível em: <https://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/3750>. Acesso em: 21 dez. 2025.

FERREIRA, Jarliane da Silva; BARROS, Rosemara Staub de. Educação do Campo, das Águas e da Floresta: práticas educativas e articulação com o mundo do trabalho ribeirinho. Revista Areté - Revista Amazônica de Ensino de Ciências, [S.l.], v. 24, n. 38, p. e25008, abr. 2025. ISSN 1984-7505. Disponível em: <https://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/4192>. Acesso em: 21 dez. 2025.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo demográfico 2022: resultados gerais. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: 06 set. 2025.

KRENAK, Ailton. Futuro ancestral. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.

MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da percepção. Tradução: Carlos Alberto R. de Moura. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

PELLANDA, N. M. P.; BOETTCHER, D. O esgotamento do paradigma clássico e a emergência da Complexidade. In: PELLANDA, N. M. P.; BOETTCHER, D.; MEIRA, M. P. (Org.). Viver/conhecer na perspectiva da complexidade: experiências de pesquisa. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2017.

SPINOZA, Baruch de. Ética. Tradução: Tomaz Tadeu. 4. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013.

Downloads

Publicado

2025-12-30

Como Citar

LOBO, H. B. .; BURLAMAQUI, A. K. P. . A FLORESTA EM PÉ E A EDUCAÇÃO QUE RESISTE: SABERES AMAZÔNICOS NA FORMAÇÃO DOCENTE. Revista Areté | Revista Amazônica de Ensino de Ciências, [S. l.], v. 25, n. 39, p. e25037, 2025. DOI: 10.59666/Arete.1984-7505.v25.n39.5090. Disponível em: http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/5090. Acesso em: 11 mar. 2026.