ESCOLA, DOCENTES E TERRITORIALIDADES LGBTQIAPN+: DISPUTAS DE SENTIDOS NO ENSINO DE BIOLOGIA
DOI:
https://doi.org/10.59666/Arete.1984-7505.v25.n39.5096Palavras-chave:
Território, Biologia , Educação, Cis-heteronormatividadeResumo
O artigo em tela tem por objetivo compreender os sentidos em disputas (re)produzidos por docentes de Biologia (Ciências da Natureza), das Humanas e da Linguagem sobre as territorialidades LGBTQIAPN+ e de que modo possibilitam as desconstruções da cis-heteronormatividade no território escolar. Utilizamos como aporte teórico as contribuições de Rogério Hasbaert (2004) sobre território, a teoria da performatividade de gênero e a análise do discurso. O estudo é de natureza qualitativa, no campo educacional, utilizando-se de técnicas para coletas de dados a entrevista semiestruturada, tendo como público alvo 4 docentes em uma Erem´s no município de Caruaru/PE. As análises e sistematizações dos dados da pesquisa foram realizadas por meio da análise do discurso de inspiração foucaultiana visando perceber os mútuos condicionamentos das práticas discursivas, formações discursivas e enunciados materializados no território escolar. Evidenciamos que o território escolar se configura como campo de forças, por meio de práticas discursivas e formações discursivas biologizantes, fundamentalista religiosa e neoconservadora. Simultaneamente, o campo discursivo da Biologia surge como possibilidade para uma educação pautada nas diferenças, reconhecendo as territorialidades LGBTQIAPN+ como potência para desestabilizar, desconstruir e dissolver as fronteiras binárias, normativas e excludentes no interior do território escolar.
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