EL BOSQUE QUE LA LEY NO VE: JUSTICIA AMBIENTAL, COMPLEJIDAD Y LEGITIMIDAD DE LA TENENCIA DE LA TIERRA AGROECOLÓGICA EN LA AMAZONÍA
Palabras clave:
Función social de la propiedad, Justicia ambiental en la Amazonia, Pensamiento complejo, Tenencia agroecológica, Sostenibilidad transgresoraResumen
Esta investigación analiza la desconexión entre el "Brasil legal" —materializado en registros de la propiedad y títulos de dominio— y el "Brasil real", constituido por el bosque habitado por comunidades tradicionales. Bajo la premisa de la "inteligencia ciega" del Estado, el estudio cuestiona hasta qué punto la deconstrucción de la "caja negra" del derecho de propiedad moderno permite superar el reduccionismo normativo que invisibiliza las territorialidades amazónicas. El objetivo general es proponer una revisión epistemológica de la función social de la propiedad para legitimar la posesión agroecológica como instrumento central de justicia ambiental. Los resultados muestran que instrumentos técnicos, como el Registro Ambiental Rural (CAR), han sido frecuentemente instrumentalizados como una "tecnología de degradación" para legitimar el acaparamiento de tierras y el despojo territorial. Asimismo, se observa que los tribunales regionales, como el TJPA, mantienen un sesgo puramente civilista y centrado en la propiedad que ignora la realidad de las zonas rurales y socava la posesión tradicional. El estudio concluye que el reconocimiento jurídico de la tríada "hogar, parcela agrícola y bosque" —mediante el Acuerdo de Concesión del Derecho Real de Uso (CCDRU), conforme al Acuerdo de Jaú (2025)— materializa la "ética de la reconexión" necesaria para una sostenibilidad transgresora. De este modo, se busca lograr que el marco normativo brasileño sea finalmente compatible con la realidad del bosque habitado.
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