CURRÍCULO E ENSINO DE CIÊNCIAS: PELAS VIAS DA DIFERENÇA

  • Edilena Corrêa
  • Maria Brito

Resumo

O texto traz uma discussão acerca do ensino de ciências, que se baseia em teorias e práticas curriculares que desqualificam saberes dos grupos marginalizados, negando possibilidades de uma educação em ciências que inclua os conhecimentos dos diversos grupos sociais. Tem como objetivo problematizar o currículo de ciências que tem na sua organização, os saberes oficiais “científicos” como portadores de uma “identidade pedagógica”, que como tais são considerados como saberes relevantes a serem ensinados, o que tem reafirmado a hegemonia de determinados grupos e silenciado outras vozes. Trata-se de uma pesquisa que utiliza como instrumento para pensar um currículo de ciências as teorias da Filosofia da Diferença de Gilles Deleuze e Félix Guatarri. Para tanto toma como conceito principal as ideias de rizoma e transversalidade. Como resultados, argumenta que através da ideia de currículo transversal/rizomático, o ensino de ciências pode promover a integração entre os saberes científicos e os saberes populares, proporcionando a conexão dos conhecimentos, o que contribuirá para se repensar uma proposta curricular escolar por outras perspectivas, em que caibam efetivamente as diferenças.

Publicado
2017-04-25
Como Citar
CORRÊA, Edilena; BRITO, Maria. CURRÍCULO E ENSINO DE CIÊNCIAS: PELAS VIAS DA DIFERENÇA. Revista Areté | Revista Amazônica de Ensino de Ciências, [S.l.], v. 6, n. 11, p. 53-52, abr. 2017. ISSN 1984-7505. Disponível em: <http://periodicos.uea.edu.br/index.php/arete/article/view/71>. Acesso em: 13 dez. 2019.
Seção
Artigos