ETNOMATEMÁTICAS Y ALTERNANCIA EN EL CONOCIMIENTO INDÍGENA: CAMINOS HACIA LA EDUCACIÓN INTERCULTURAL
DOI:
https://doi.org/10.59666/Arete.1984-7505.v27.n41.5233Palabras clave:
Etnomatemática, Pedagogía de la Alternancia, Educación Intercultural, Pueblos Indígenas, DecolonialidadResumen
Este artículo analiza los impactos históricos de la colonización sobre los pueblos indígenas en Brasil, destacando tanto el genocidio físico como el epistemicidio, entendido como la destrucción de sistemas de conocimiento tradicionales. Desde esta perspectiva, se discute la necesidad de una educación intercultural crítica, capaz de valorar las epistemologías indígenas y superar la lógica eurocéntrica que históricamente ha orientado la escuela. En este contexto, la Etnomatemática se presenta como una epistemología decolonial que reconoce prácticas matemáticas culturalmente situadas, mientras que la Pedagogía de la Alternancia se explora como una metodología que articula tiempos y espacios de aprendizaje entre la escuela y la comunidad. La experiencia relatada en el Programa Saberes Indígenas en la Escuela (SIE), desarrollado con docentes Mura y Sateré-Mawé en Amazonas, demuestra el potencial de la convergencia entre estos enfoques para fortalecer prácticas educativas contextualizadas, legitimar saberes indígenas y promover currículos que contribuyan a la justicia histórica y la dignidad de los pueblos originarios.
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