RELAÇÕES ENTRE CONCEPÇÕES E PRÁTICAS DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA EM CLASSES INCLUSIVAS

Autores

  • Roberta Caetano Fleira
  • Solange Hassan Ahmad Ali Fernandes

DOI:

https://doi.org/10.59666/Arete.1984-7505.v15.n29.2091

Palavras-chave:

Discurso, Educação Inclusiva, Transtorno do Espectro Autista

Resumo

A escola tem dificuldade para atender à diversidade humana, uma vez que, ainda, conserva concepções e práticas pautadas em tendências pedagógicas que acreditam em um processo de aprendizagem homogeneizado, desconsiderando as diferenças que compõem o cenário escolar. Para compreender as relações entre as concepções dos professores que atuam em classes inclusivas e suas práticas em sala de aula, realizou-se uma entrevista estruturada com cinco professores da Educação Básica de uma escola pública inclusiva do Estado de São Paulo. O objetivo foi analisar as práticas inclusivas realizadas por esses professores em salas de aula para atender às especificidades de turmas que têm alunos autistas. Essa análise foi realizada a partir dos discursos dos professores usando a perspectiva de análise de conteúdo de Bardin (2011). A partir da organização, codificação e categorização dos dados, foram relacionadas concepções e ações, observando principalmente aquelas que se relacionam com a ideia de incapacidade ou limitação sensorial, cognitiva ou de comunicação. Os discursos dos cinco professores dão ênfase à questão da interação social dos alunos pertencentes ao público-alvo da educação especial com seus pares e com os professores como fator importante para a harmonização do ambiente escolar. Acreditamos que este artigo possa colaborar com os professores que atuam na educação inclusiva com alunos autistas.

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Publicado

2021-03-26

Edição

Seção

Artigos