CORPOS EM MEMÓRIA: NARRATIVAS, SENSIBILIDADES E PEDAGOGIAS DA PROSTITUIÇÃO NA MANAUS DA BELLE ÉPOQUE

Autores

  • Micael Raillen Lisboa Pires UNIASSELVI
  • Maria Eduarda Moraes da Silva CENTEC
  • Clodoaldo Matias Silva UFAM
  • Denison Melo de Aguiar UEA

Palavras-chave:

Corpo, Educação, Gênero, Prostituição, Resistência

Resumo

A pesquisa investiga as pedagogias implícitas e as práticas de resistência inscritas nos corpos das mulheres em situação de prostituição na Manaus da Belle Époque, compreendendo-as como formas de produção de saberes e de subjetivação social. O estudo tem como objetivo analisar como essas experiências corporais revelam dinâmicas educativas que se manifestam na tensão entre moralidade e modernidade, transformando o corpo feminino em espaço de aprendizagem, memória e enfrentamento simbólico. Adota-se uma metodologia qualitativa, de caráter histórico-interpretativo, fundamentada na análise bibliográfica e documental, associada a uma leitura crítica das representações culturais e urbanas do período. O corpo é compreendido como território político e epistemológico, no qual se inscrevem as contradições da cidade e as pedagogias da exclusão e da resistência. As análises indicam que a prostituição, mais do que prática social marginal, constitui uma forma de educação invisível, capaz de desafiar os discursos normativos e de ressignificar o espaço urbano como cenário de produção de saber. A pesquisa conclui que as mulheres da noite atuam como educadoras simbólicas da cidade, ensinando pela experiência, pela dor e pela memória, ao mesmo tempo em que revelam a potência política e afetiva dos corpos que resistem. Essa leitura contribui para ampliar o campo das discussões sobre gênero, corpo e educação, evidenciando a relevância de compreender o espaço urbano como um lugar de formação social e cultural, onde o aprender e o resistir se entrelaçam como gestos de existência.

Biografia do Autor

Micael Raillen Lisboa Pires, UNIASSELVI

Acadêmico do curso de Bacharel em Educação Física pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI. E-mail: micaelraillen@live.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0002-5169-7410.

Maria Eduarda Moraes da Silva, CENTEC

Acadêmica do Curso Técnico em Enfermagem pelo Instituto Centro de Ensino Tecnológico - CENTEC. E-mail: mariaeduarda.cms.08@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-1598-5795.

Clodoaldo Matias Silva, UFAM

Mestrando em História pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM. Especialista em Ensino de Filosofia, Sociologia e História; Neuropsicopedagogia e Psicanalise Clínica; Psicanálise, Psicoterapia e Psicopatologia do Adolescente; e, Cultura Indígena e Afro-brasileira pela Faculdade do Leste Mineiro - FACULESTE. Graduado em Geografia pelo Centro Universitário do Norte - UNINORTE. Membro do Núcleo de Produção Cientifica e Editoração do Curso de Direito da UEA - NEDIR/UEA. Editor Assistente da Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA. E-mail: cms.1978@hotmail.com. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3923-8839.

Denison Melo de Aguiar, UEA

Pós-doutorando em Direito pela UniSalento (Itália-2024). Doutor em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (PPGD/ UFMG). Mestre em Direito Ambiental pelo Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental da Universidade do Estado do Amazonas (PPGDA/ UEA). Graduado em Direito pela Universidade da Amazônia (UNAMA/PA). Membro do Núcleo de Produção Cientifica e Editoração do Curso de Direito da UEA - NEDIR/UEA. Editor Chefe da Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA. E-mail: denisonaguiarx@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5903-4203.

Arquivos adicionais

Publicado

2026-02-03

Edição

Seção

Artigos