EDUCAR NA FLORESTA DE CONCRETO: A CIDADE DE MANAUS COMO TERRITÓRIO VIVO NA FORMAÇÃO DOCENTE INSURGENTE

Autores

  • Clodoaldo Matias Silva UFAM
  • Ivan Carlos Rufino Batista UNESA
  • Alexandre Figueiredo Pereira UNESA
  • Maria das Graças Maciel de Oliveira UNINORTE

DOI:

https://doi.org/10.59666/rsp.v0i7.4499

Palavras-chave:

Amazônia urbana. Cidade educadora. Formação docente. Justiça socioespacial. Saberes tradicionais.

Resumo

A pesquisa investiga de que maneira a cidade de Manaus pode ser compreendida e vivenciada como território educativo capaz de potencializar uma formação docente crítica, insurgente e comprometida com os saberes locais e com a justiça socioespacial. O estudo articula os conceitos de cidade educadora, direito à cidade, saberes tradicionais, insurgência pedagógica e corporeidade, partindo da premissa de que a cidade forma, educa e comunica por meio de seus territórios e conflitos. A metodologia adota abordagem qualitativa, de natureza teórico-bibliográfica, com base em autores nacionais e internacionais que discutem epistemologias territoriais, experiências urbanas e práticas pedagógicas decoloniais. O texto analisa como os espaços urbanos amazônicos expressam práticas de resistência, articulação cultural e pertencimento, a partir da presença viva de corpos e vozes silenciadas. A pesquisa identifica que a formação docente ainda se encontra limitada por paradigmas escolares conteudista, mas revela que a incorporação da escuta, da oralidade e dos saberes comunitários amplia o horizonte pedagógico. Conclui-se preliminarmente que Manaus, quando compreendida como cidade educadora, oferece um campo fértil de experimentações pedagógicas insurgentes que desafiam os modelos tradicionais de ensino e promovem vínculos territoriais entre escola e comunidade. A investigação propõe ressignificar o papel do educador em contextos urbanos amazônicos e aponta para a necessidade de ampliar os sentidos da formação, reconhecendo a cidade como agente formativo, político e simbólico. O estudo contribui para os debates atuais sobre educação intercultural, justiça cognitiva e territorialização do currículo na Amazônia urbana.

Biografia do Autor

Clodoaldo Matias Silva, UFAM

Mestrando em História pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM. Especialista em Ensino de Filosofia, Sociologia e História; Neuropsicopedagogia e Psicanalise Clínica; Psicanálise, psicoterapia e psicopatologia do Adolescente; e, Cultura Indígena e Afro-brasileira pela FACULESTE. Graduado em Geografia pelo Centro Universitário do Norte - UNINORTE. E-mail: cms.1978@hotmail.com. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3923-8839.

Ivan Carlos Rufino Batista, UNESA

Mestrando em Educação pela Universidade Estácio de Sá. Professor e Gestor na Secretaria de Estado da Educação e Desporto Escolar, SEDUC-AM. E-mail: ivanbatista.nira@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0003-1722-7535.

Alexandre Figueiredo Pereira, UNESA

Mestre em Educação pela Universidade Estácio de Sá; pós-graduado em Língua Latina (2001) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); pós-graduado em Filosofia Geral pela Faculdade São Bento do Rio de Janeiro (2006); pós-graduado em Educação no Ensino Superior pela Faculdade CCAA-RJ (2008); graduado em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1999) e licenciado pela mesma instituição (2000). E-mail: alexandrefigper@yahoo.com.br. ORCID: https://orcid.org/0009-0005-9149-0811.

Maria das Graças Maciel de Oliveira, UNINORTE

Mestre em Educação pela Universidade Postegrado UniNorte, Assunção - Paraguai. Licenciada em Pedagogia em Pedagogia pela Nilton Lins. Especialista em Gestão de Currículos e Desenvolvimentos em Práticas Pedagógicas pela Universidade do Estado do Amazonas – UEA. E-mail: educadoragracamaciel@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0009-1529-9950.

Publicado

2025-10-31