EDUCAR NA FLORESTA DE CONCRETO: A CIDADE DE MANAUS COMO TERRITÓRIO VIVO NA FORMAÇÃO DOCENTE INSURGENTE
DOI:
https://doi.org/10.59666/rsp.v0i7.4499Palavras-chave:
Amazônia urbana. Cidade educadora. Formação docente. Justiça socioespacial. Saberes tradicionais.Resumo
A pesquisa investiga de que maneira a cidade de Manaus pode ser compreendida e vivenciada como território educativo capaz de potencializar uma formação docente crítica, insurgente e comprometida com os saberes locais e com a justiça socioespacial. O estudo articula os conceitos de cidade educadora, direito à cidade, saberes tradicionais, insurgência pedagógica e corporeidade, partindo da premissa de que a cidade forma, educa e comunica por meio de seus territórios e conflitos. A metodologia adota abordagem qualitativa, de natureza teórico-bibliográfica, com base em autores nacionais e internacionais que discutem epistemologias territoriais, experiências urbanas e práticas pedagógicas decoloniais. O texto analisa como os espaços urbanos amazônicos expressam práticas de resistência, articulação cultural e pertencimento, a partir da presença viva de corpos e vozes silenciadas. A pesquisa identifica que a formação docente ainda se encontra limitada por paradigmas escolares conteudista, mas revela que a incorporação da escuta, da oralidade e dos saberes comunitários amplia o horizonte pedagógico. Conclui-se preliminarmente que Manaus, quando compreendida como cidade educadora, oferece um campo fértil de experimentações pedagógicas insurgentes que desafiam os modelos tradicionais de ensino e promovem vínculos territoriais entre escola e comunidade. A investigação propõe ressignificar o papel do educador em contextos urbanos amazônicos e aponta para a necessidade de ampliar os sentidos da formação, reconhecendo a cidade como agente formativo, político e simbólico. O estudo contribui para os debates atuais sobre educação intercultural, justiça cognitiva e territorialização do currículo na Amazônia urbana.