A METAMORFOSE DOS CONFLITOS FUNDIÁRIOS NO ACRE: DA VIOLÊNCIA CONTRA OS SERINGUEIROS À TUTELA JUDICIAL DA POSSE PELO PODER JUDICIÁRIO PÓS-ADPF 828
A METAMORFOSE DOS CONFLITOS FUNDIÁRIOS NO ACRE: DA VIOLÊNCIA CONTRA OS SERINGUEIROS À TUTELA JUDICIAL DA POSSE PELO PODER JUDICIÁRIO PÓS-ADPF 828
Palavras-chave:
Cidadania; Conflitos Fundiários; Direitos Fundamentais; Poder Judiciário; Violência.Resumo
Os conflitos fundiários no Acre têm origem no ciclo da borracha, evoluindo para um cenário marcado por violência, expropriação de populações tradicionais e negação de direitos. A omissão estatal e o modelo patrimonialista resultaram em um desenvolvimento predatório, com grilagem e assassinatos de lideranças como Chico Mendes. A Comissão de Soluções Fundiárias do Acre, à luz da ADPF 828 e da Resolução CNJ nº 510/2023, propõe uma gestão judicial transformadora, convertendo disputas possessórias em tutela de direitos fundamentais. Este trabalho analisa a eficácia da Comissão na reconfiguração do papel do Judiciário, promovendo uma justiça socialmente responsável. Os objetivos específicos incluem: 1) reconstituir a trajetória histórica dos conflitos; 2) examinar o marco jurídico-institucional recente; e 3) investigar a atuação prática da Comissão por meio de estudo de caso. Utiliza-se o método qualitativo, com abordagem histórico-documental. Conclui-se que a Comissão tem potencial para gerir conflitos de forma humanizada, demonstrando a viabilidade da mediação obrigatória e dos planos interinstitucionais como novo padrão de tutela da posse e propriedade no contexto pós-ADPF 828.

