http://periodicos.uea.edu.br/index.php/revistageotransfronteirica/issue/feed Revista Geopolítica Transfronteiriça 2026-08-31T18:51:12+00:00 Wendell Teles de Lima wendelltelesdelima@gmail.com Open Journal Systems <p>A Revista Geopolítica Fronteiriça (ISSN&nbsp;<strong>2527-2349</strong>) tem como objetivo compreender as questões relacionadas à geopolítica brasileira e seu grau de repercussão na contemporaneidade.</p> <p>A Amazônia ganha destaque à parte por ser uma área de manobra estratégica para a escala regional, nacional e internacional do projeto de projeção brasileira, em especial às questões que permitam compreender a complexidade geopolítica da base física do território amazônico, como área de manobra estratégica, como as questões relacionadas aos conflitos hidrícos, indígenas, migratórios, fronteiriços; à biopirataria, ao desenvolvimento econômico e à segurança nacional, à cooperação regional e internacional dentre outros. Entender esses Processos implica na compreensão do território. Portanto, a fomentação desse debate é de importância fundamental da qual a revista passa a ser parte integrante.</p> http://periodicos.uea.edu.br/index.php/revistageotransfronteirica/article/view/5615 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES ACERCA DO REVIGORAMENTO DAS FRENTES PIONEIRAS EM RORAIMA 2026-08-31T18:51:12+00:00 Ana Beatriz Castro de Jesus castrob491@gmail.com Pedro Henrique de Sousa Pereira pereira.geog@gmail.com Nelcioney José de Souza Araújo nelcioney@ufam.edu.br <p>Este artigo analisa as transformações recentes nas frentes pioneiras em Roraima, destacando o surgimento de novas dinâmicas territoriais associadas à expansão do agronegócio. Observa-se uma mudança significativa no perfil dessas frentes, antes marcadas pela presença da pecuária, da extração de madeira e do cultivo de arroz, para um novo padrão produtivo pautado na introdução de monocultivos de grãos, como soja e milho, e na cultura do dendê. Essa reconfiguração espacial se dá, sobretudo, ao longo do eixo da BR-174, evidenciando a substituição progressiva da lógica tradicional dos projetos de colonização por formas mais articuladas com as estratégias das empresas agroindustriais. O avanço dessas culturas não apenas altera o uso e a cobertura da terra, mas também redefine o papel das frentes pioneiras no processo de ocupação da Amazônia, conferindo-lhes uma função estratégica no circuito nacional e internacional da produção agrícola. Ao investigar esse processo, busca-se compreender como essas novas frentes se estruturam e quais são os agentes envolvidos, bem como os impactos socioespaciais decorrentes dessa transição. A análise contribui para o debate sobre a expansão do agronegócio na Amazônia setentrional, revelando as tensões entre a apropriação privada dos recursos naturais e os discursos de desenvolvimento sustentado e apontando o eixo Manaus (AM) - Boa Vista (RR) como um novo corredor agroindustrial.</p> 2026-09-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Revista Geopolítica Transfronteiriça http://periodicos.uea.edu.br/index.php/revistageotransfronteirica/article/view/5541 TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS DO ESTADO DO AMAZONAS: ANÁLISE ESPAÇO-TEMPORAL E RELAÇÕES DE PODER 2026-07-19T16:10:38+00:00 Marineide Pereira de Oliveira marineidepereira727@gmail.com <p>O artigo analisa os territórios quilombolas amazonenses, com o objetivo fazer um panorama espaço-temporal dos quilombos no estado do Amazonas, analisando as distintas forças de poderes que divergem sobre eles. A relevância da pesquisa reside na carência de produções geográficas sobre a temática, predominantemente abordadas por outras ciências. O método adotado foi o dialético, com pesquisa bibliográfica e documental, e análise de três territórios quilombolas: Andirá, Tambor e Lago de Serpa. Os resultados indicam que, embora 19 comunidades sejam certificadas pela Fundação Palmares até 2026, nenhuma possui título definitivo de suas terras, evidenciando a morosidade estatal na efetivação de direitos. Os territórios sofrem pressões tanto de agentes capitalistas (madeireiras, fazendeiros, pesca predatória, capital imobiliário e agrologístico) quanto, no caso do Tambor, tensão/invasão estatal. O Estado atua de forma ambígua, ora como indutor da expansão capitalista, ora como agente opressor ou omisso na titulação. Considera-se que a titulação é fundamental para a reparação histórica e a reprodução das territorialidades quilombolas, e que a Geografia é uma ciência que possui grande relevância para a visibilização dessas lutas, resistências e injustiças socioespaciais e territoriais.</p> 2026-09-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Revista Geopolítica Transfronteiriça http://periodicos.uea.edu.br/index.php/revistageotransfronteirica/article/view/5610 ENTRE RESISTÊNCIAS, INSISTÊNCIAS E AVANÇOS: A TRAJETÓRIA HISTÓRICA DO CURSO DE PEDAGOGIA ENS/UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS 2026-08-28T17:52:35+00:00 Meire Terezinha Silva Botelho de Oliveira mtoliveira@uea.edu.br Milena Bruna Marques da Costa mbmdc.ped22@uea.edu.br <p>Este artigo deriva de um resgate da trajetória histórica do Curso de Pedagogia da Escola Normal Superior da Universidade do Estado do Amazonas (ENS/UEA), desde sua origem como Curso Normal Superior até sua consolidação como referência na formação docente na Amazônia. A pesquisa é de natureza qualitativa e descritiva e como técnicas utilizou-se análise documental e entrevistas via google forms com coordenadores, ex-coordenadores, docentes, estudantes e egressos para compreender as resistências, insistências e avanços ocorridos no curso. Os resultados evidenciam um processo formativo pautado na reflexão crítica, na pesquisa e na participação coletiva, com impactos na educação básica regional e na consolidação de uma identidade docente comprometida com a realidade amazônica. Conclui-se ressaltando a importância do registro sistemático da memória institucional e a continuidade de práticas de formação que articulem teoria e prática, valorizando a interlocução com a escola básica, a expansão de infraestrutura e programas de apoio acadêmico. Espera-se contribuir para demonstrar a importância de resgatar, registrar e publicizar a trajetória história dos Cursos de Graduação da Universidade do Estado do Amazonas.</p> 2026-08-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Revista Geopolítica Transfronteiriça http://periodicos.uea.edu.br/index.php/revistageotransfronteirica/article/view/5586 O GARIMPO ILEGAL DE CASSITERITA NO SUL DO AMAZONAS: DA PARANAPANEMA AS EXPLORAÇÕES ATUAIS 2026-08-11T20:50:49+00:00 Ana Beatriz Castro de Jesus castrob491@gmail.com Vivian Aguiar Maia vivian.aguiar38@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Esse artigo traz uma continuidade às análises que foram formuladas em um capítulo de livro em 2024, intitulado “Breves reflexões sobre o garimpo ilegal de cassiterita no sul do Amazonas”. Nesse sentido, o presente trabalho decorre da necessidade de compreender como as diferentes temporalidades da mineração contribuíram com as dinâmicas contemporâneas do garimpo ilegal no sul amazonense. Assim, o objetivo foi analisar as transformações territoriais da exploração de cassiterita considerando a transição da atuação empresarial da Paranapanema para a exploração ilegal. A pesquisa foi desenvolvida a partir de levantamentos bibliográficos e documentais, em </span><em><span style="font-weight: 400;">sites </span></em><span style="font-weight: 400;">e complementada por meio de informações de órgãos públicos, com material cartográfico produzido pelo software livre Qgis. Os resultados demonstraram que as infraestruturas concebidas no contexto da mineração empresarial passaram a ser apropriadas por novos agentes. Além disso, identificaram-se pressões sobre Unidades de Conservação e Terras Indígenas, evidenciadas pelo desmatamento e pelos conflitos territoriais. Por fim, apesar de serem identificadas ações de repressão ao avanço do garimpo ilegal, verifica-se uma série de limitações que vão desde dificuldades logistica até a desarticulação entre os órgaõs responsáveis pela fiscalização.&nbsp;</span></p> 2026-09-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Revista Geopolítica Transfronteiriça http://periodicos.uea.edu.br/index.php/revistageotransfronteirica/article/view/5532 CERCAMENTO ECONÔMICO EM TERRITÓRIO QUILOMBOLA: CONFLITOS E RESISTÊNCIAS TERRITORIAIS DO QUILOMBO DO LAGO DE SERPA, MUNICÍPIO DE ITACOATIARA/AM 2026-07-17T17:22:53+00:00 Marineide Pereira de Oliveira marineidepereira727@gmail.com Beatriz Praia Ribeiro Trajano bpr.mge24@uea.edu.br Francilene Sales da Conceição fconceicao@uea.edu.br <p><span style="font-weight: 400;">O artigo analisa as dinâmicas de cercamento econômico e as estratégias de resistência territorial desenvolvidas pela comunidade quilombola do Lago de Serpa, em Itacoatiara/AM, a partir das relações de poder antagônicas entre agentes capitalistas, Estado e comunidade tradicional. Nesse sentido, entende-se a relevância de visibilizar os conflitos territoriais que afetam as comunidades quilombolas no estado do Amazonas, especialmente diante da expansão de agentes capitalistas que invadem os territórios tradicionais, valendo-se da morosidade estatal. A pesquisa adotou a abordagem qualitativa e o método dialético, articulando pesquisa bibliográfica, documental e de campo, com entrevistas semiestruturadas junto às lideranças quilombolas. Os resultados evidenciam que o território quilombola sofre pressões do capital imobiliário, do agronegócio e dos portos graneleiros, além da sobreposição de 21 títulos privados ao território quilombola e pela lentidão estatal no processo de titulação, que ultrapassa uma década. Em resposta, a comunidade organiza-se por meio da Associação Comunitária Quilombola e do Coletivo de Mulheres Quilombolas, reafirmando suas territorialidades e lutando por reparação histórica. Compreende-se que a resistência quilombola é imanente às relações desiguais de poder, constituindo-se como negação da negação imposta pelo capital e pelo Estado.</span></p> 2026-09-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Revista Geopolítica Transfronteiriça http://periodicos.uea.edu.br/index.php/revistageotransfronteirica/article/view/5565 VIOLÊNCIA ESCOLAR NO AMAZONAS: COBERTURA TERRITORIAL E LIMITES DA ABORDAGEM INSTITUCIONAL NA PRODUÇÃO ACADÊMICA (2016‑2025) 2026-07-28T09:57:27+00:00 Rony Iglecio Leite de Andrade riandrade@uea.edu.br Fábio Alves Gomes fbgomes@uea.edu.br Valter Luciano Gonçalves Villar valtervillar@uea.edu.br Sebastião Rocha de Sousa srsouza@uea.edu.br <p>Este artigo analisa a produção acadêmica sobre violência escolar no Amazonas publicada entre 2016 e 2025, com atenção à cobertura territorial e às dimensões violência na escola, à escola e da escola. Realizou-se um estado do conhecimento de caráter bibliográfico-documental, mediante busca estruturada, rastreamento de referências, busca nominal nos 62 municípios e leitura de textos completos. O corpus reuniu 25 publicações; um livro conhecido apenas por metadados foi tratado separadamente como registro contextual. Manaus reuniu 13 trabalhos (52,0%), proporção próxima à participação da capital na população estadual, mas a cobertura municipal permaneceu estreita: dez municípios foram explicitamente focalizados e dois trabalhos mantiveram o município sob anonimato. Pela dimensão predominante, 14 estudos (56,0%) abordaram violência na escola, cinco (20,0%) violência à escola, cinco (20,0%) violência da escola e um (4,0%) analisou resposta institucional multidimensional. A produção cresceu no fim do período, mas a violência institucional permaneceu minoritária. Um registro indicou a existência de livro sobre bullying em Tabatinga, sem integrar a análise substantiva; não se encontrou base para atribuir causalmente a violência escolar à condição fronteiriça. Conclui-se pela necessidade de pesquisas comparativas, documentação padronizada e análise das práticas institucionais em municípios do interior e de fronteira.</p> 2026-09-02T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Revista Geopolítica Transfronteiriça