http://periodicos.uea.edu.br/index.php/revistageotransfronteirica/issue/feedRevista Geopolítica Transfronteiriça2026-02-16T11:40:32+00:00Wendell Teles de Limawendelltelesdelima@gmail.comOpen Journal Systems<p>A Revista Geopolítica Fronteiriça (ISSN <strong>2527-2349</strong>) tem como objetivo compreender as questões relacionadas à geopolítica brasileira e seu grau de repercussão na contemporaneidade.</p> <p>A Amazônia ganha destaque à parte por ser uma área de manobra estratégica para a escala regional, nacional e internacional do projeto de projeção brasileira, em especial às questões que permitam compreender a complexidade geopolítica da base física do território amazônico, como área de manobra estratégica, como as questões relacionadas aos conflitos hidrícos, indígenas, migratórios, fronteiriços; à biopirataria, ao desenvolvimento econômico e à segurança nacional, à cooperação regional e internacional dentre outros. Entender esses Processos implica na compreensão do território. Portanto, a fomentação desse debate é de importância fundamental da qual a revista passa a ser parte integrante.</p>http://periodicos.uea.edu.br/index.php/revistageotransfronteirica/article/view/5172ENSAIOS DE HEGEMONIAS: NOTAS SOBRE A INVASÃO DA VENEZUELA PELOS ESTADOS UNIDOS 2026-02-16T11:40:32+00:00Fernando Monteiro Melofernando.monteirogeo@gmail.com<p>Este ensaio foi originalmente publicado no portal Crítica Desapiedada, sob o título “Notas sobre a Invasão da Venezuela pelos Estados Unidos”, sob uma perspectiva crítica e revolucionária diante dos acontecimentos recentes na Venezuela e das disputas interimperialistas que atravessam a conjuntura latino-americana. Trata-se de um esforço de interpretação que busca deslocar o debate para além das leituras moralistas, jurídicas ou meramente geopolíticas, recolocando a análise no espaço das relações de classe, da dinâmica do capitalismo contemporâneo e das formas renovadas de dominação imperialista. Parte-se da compreensão de que os acontecimentos não podem ser explicados pela simples oposição entre burguesias nacionais, mas pela lógica estrutural que articula Estado, capital e violência na reorganização da hegemonia mundial. Este ensaio procura, portanto, contribuir para uma leitura que recuse tanto a celebração acrítica das intervenções externas quanto a defesa automática das burguesias locais sob o discurso da soberania, afirmando a necessidade de uma posição internacionalista e anticapitalista diante da intensificação dos conflitos. Agradeço ao camarada Felipe Andrade do Crítica Desapiedada pelas leituras atentas, comentários e correções que contribuíram significativamente para o amadurecimento do texto. Que a crítica desapiedada do existente siga se fazendo valer, sem temer a realidade concreta, suas contradições e os desafios que impõe à reflexão e à prática política.</p> <p> </p> <p> </p>2026-02-16T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Geopolítica Transfronteiriçahttp://periodicos.uea.edu.br/index.php/revistageotransfronteirica/article/view/5171 GEOPOLÍTICA E TENSÕES EM UMA NOVA REGIÃO PIVÔ? 2026-02-16T11:37:00+00:00Thiago Oliveira Netothiagoton91@live.com<p>A passagem dos anos de 2025 para o início de 2026 tem sido marcada por uma escalada de discursos que carregam tensionamentos envolvendo a ilha da Groenlândia e pelas mudanças geopolíticas contemporâneas associadas à ampliação da zona de contenção norte americana frente à expansão e aos projetos sino-russos no Ártico. Esse processo indica para um deslocamento parcial do <em>Rimland</em> para o norte do globo, configurando um campo de tensões marcado pela iminência de projetos estatais, militares e econômicos na região ártica. Diante desse contexto, o presente artigo busca analisar os tensionamentos contemporâneos, a possível formação de uma nova região-pivô e o questionamento acerca do eventual fim ou do alargamento das regiões geopolíticas clássicas denominadas <em>Heartland</em> e <em>Rimland</em>. Metodologicamente, realizou-se levantamento bibliográfico sobre geopolítica clássica, as teorias do <em>Heartland</em> e do <em>Rimland</em>, bem como sobre a geopolítica contemporânea e o Ártico. A pesquisa indica a formação de uma zona de contenção em torno de uma “região-pivô contemporânea”, acompanhada pela produção de discursos e representações voltados à legitimação de possíveis ações estratégicas dos Estados Unidos no Ártico.</p>2026-02-16T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Geopolítica Transfronteiriçahttp://periodicos.uea.edu.br/index.php/revistageotransfronteirica/article/view/4595OLÁ, LENIN!: APLICANDO O CONCEITO DE IMPERIALISMO À GUERRA NA UCRÂNIA2025-07-29T14:03:14+00:00Valdir da Silva Bezerrasb1.valdir@gmail.com<p>O presente artigo visa aplicar o conceito de Imperialismo, conforme elaborado por Vladimir Lenin no começo do século XX, ao conflito na Ucrânia. Por meio da análise aqui proposta, pretende-se demonstrar a adequação da teoria leninista para a compreensão de fenômenos contemporâneos importantes, adotando-se, para isso, a perspectiva materialista do Estado enquanto ‘indutor’ do processo de acumulação capitalista. A metodologia empregada no trabalho é ao mesmo tempo qualitativa e quantitativa, utilizando a coleta e interpretação de dados abertos sobre as empresas que constituem o chamado Complexo Militar Industrial (CMI) americano e sua relação com a expansão da OTAN no pós-Guerra Fria. Para além disso, também foram coletados dados sobre a participação dos Estados Unidos no mercado energético europeu antes e após a eclosão do conflito na Ucrânia em fevereiro de 2022, destacando-se o aumento das exportações americanas de Gás Natural Liquefeito (GNL) para a Europa. Como resultado, conclui-se que a guerra na Ucrânia pode sim ser interpretada à luz da tese leninista de Imperialismo, o estágio superior do capitalismo.</p>2026-02-16T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Geopolítica Transfronteiriçahttp://periodicos.uea.edu.br/index.php/revistageotransfronteirica/article/view/4486GLOBALIZAÇÃO RELATIVIZADA: UM PANORAMA DE ANORI NO AMAZONAS2025-07-09T20:58:09+00:00Bruno De Araujo oliveirabdao.oliveira16@gmail.comIsaque dos Santos Sousaisousa@uea.edu.br<p>O objetivo deste artigo é analisar quais os efeitos de uma globalização relativizada no município de Anori no Amazonas e como ocorre uma integração territorial relativa que proporciona atribuir características de um espaço opaco à cidade. A metodologia se ancorou no levantamento dos aportes teóricos que subsidiaram a fundamentação teórica; no trabalho de campo com entrevistas e aplicação de questionários para posterior análise e redação. Esse trabalho permite compreender que os fluxos raquíticos e as relações limitadas do município de Anori não impedem que a globalização se adentre às suas atividades econômicas e sociais. Uma globalização relativizada é identificada via seus serviços e a exploração da produção local por empresas com demandas mundiais. Isto proporciona a discussão sobre os impactos destas atividades na integração territorial e no desenvolvimento regional na região do Solimões no estado do Amazonas.</p>2026-02-16T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Geopolítica Transfronteiriçahttp://periodicos.uea.edu.br/index.php/revistageotransfronteirica/article/view/4695GEOGRAFIA E INGLÊS: A INTERDISCIPLINARIDADE PARA FORTALECER O ENSINO DE GEOGRAFIA2025-09-07T20:24:59+00:00Chaeny Silva Souzachaenysilvasouza3@gmail.comEdione Teixeira de Carvalhoedione.carvalho@ifmt.edu.br<p>A interdisciplinaridade no ensino de Geografia possibilita uma aprendizagem ativa e lúdica. O presente artigo tem como objetivo apresentar os resultados teóricos sobre a interdisciplinaridade no ensino de Geografia com o uso de músicas/canções inglesas performatizadas. O estudo está sendo realizado no município de Juína, Mato Grosso, em uma escola de tempo integral. Vale ressaltar que a investigação ainda está em desenvolvimento, portanto, os resultados são parciais alinhados a fundamentação teórica, e que poderão ser complementados futuramente. A pesquisa possui natureza básica e abordagem qualitativa. A coleta de dados e informações ocorreram por meio da leitura de livros e artigos, com o intuito de enriquecer o embasamento teórico, fundamentado em autores como Fazenda (2008), Japiassu (1976), Lück (1994) e Penna (2014). O estudo discute como a música pode atuar como ferramenta integradora, crítica e cultural no processo de ensino da Geografia. Os resultados preliminares revelam que, quando os estudantes têm aulas de Geografia interdisciplinares com o uso de canções em língua inglesa, as atividades se tornam mais dinâmicas, despertando o interesse e promovendo maior participação. Isso contribui para uma aprendizagem significativa, autônoma, crítica e colaborativa. Conclui-se que a utilização de canções em inglês na perspectiva interdisciplinar possibilita ao estudante assumir o papel de protagonista, aprendendo de forma divertida conceitos geográficos e desenvolvendo uma compreensão crítica da realidade.</p>2026-02-16T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Geopolítica Transfronteiriçahttp://periodicos.uea.edu.br/index.php/revistageotransfronteirica/article/view/4999A METAMORFOSE DOS CONFLITOS FUNDIÁRIOS NO ACRE: DA VIOLÊNCIA CONTRA OS SERINGUEIROS À TUTELA JUDICIAL DA POSSE PELO PODER JUDICIÁRIO PÓS-ADPF 8282025-11-05T20:48:59+00:00Ana Clara Chaves Marquesclara-marques10@hotmail.comAugusto Martinez Perez Filhoamperezfilho@uniara.edu.brJúlio César Franceschetjuliofranceschet@yahoo.com.br<p>Os conflitos fundiários no Acre têm origem no ciclo da borracha, evoluindo para um cenário marcado por violência, expropriação de populações tradicionais e negação de direitos. A omissão estatal e o modelo patrimonialista resultaram em um desenvolvimento predatório, com grilagem e assassinatos de lideranças como Chico Mendes. A Comissão de Soluções Fundiárias do Acre, à luz da ADPF 828 e da Resolução CNJ nº 510/2023, propõe uma gestão judicial transformadora, convertendo disputas possessórias em tutela de direitos fundamentais. Este trabalho analisa a eficácia da Comissão na reconfiguração do papel do Judiciário, promovendo uma justiça socialmente responsável. Os objetivos específicos incluem: 1) reconstituir a trajetória histórica dos conflitos; 2) examinar o marco jurídico-institucional recente; e 3) investigar a atuação prática da Comissão por meio de estudo de caso. Utiliza-se o método qualitativo, com abordagem histórico-documental. Conclui-se que a Comissão tem potencial para gerir conflitos de forma humanizada, demonstrando a viabilidade da mediação obrigatória e dos planos interinstitucionais como novo padrão de tutela da posse e propriedade no contexto pós-ADPF 828.</p>2026-02-17T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Revista Geopolítica Transfronteiriça