TRABALHO FEMININO E ORGANIZAÇÃO PRODUTIVA NA RESERVA EXTRATIVISTA DO CAZUMBÁ-IRACEMA (ACRE)

Autores/as

  • Aldilene Barros do Nascimento Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre - IFAC
  • Willian Carboni Viana Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
  • Manuel de Jesus Masulo da Cruz Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

DOI:

https://doi.org/10.59666/marupiara.v0i15.4415

Palabras clave:

Territórios Coletivos, Trabalho Feminino, Organização Produtiva, Amazônia Ocidental

Resumen

Nas Reservas Extrativistas da Amazônia, a combinação de práticas tradicionais de manejo do látex e de outros recursos florestais sustenta os modos de vida baseados em conservação e subsistência. Esta pesquisa analisa o papel das mulheres na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema (AC), partindo da hipótese de que seu trabalho, articulado entre extrativismo, cultivo de subsistência e criação animal, é essencial à sustentabilidade local. Realizou-se abordagem qualitativa (20 entrevistas semiestruturadas e análise documental), cujos dados passaram por análise de conteúdo. Os resultados mostram que as mulheres extrativistas acumulam dupla jornada, incluindo tarefas domésticas, cuidados familiares e atividades produtivas (coleta de látex, roçado, artesanato, criação animal), a manter práticas intergeracionais que protegem os recursos florestais. O estudo identifica ainda sistemas agrosilvipastoris comunitários, nos quais extrativismo, cultivo de mandioca e criação animal se articulam para a conservação e uso sustentável da floresta. Por fim, propõe-se programas de extensão móvel coordenados por associações de mulheres para difusão de sistemas agrosilvopastoris coletivos, fortalecendo resiliência socioambiental e equidade de gênero na Amazônia Ocidental.

Biografía del autor/a

Aldilene Barros do Nascimento, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre - IFAC

Graduada em Zootecnia pelo Instituto Federal do Acre - Campus Sena Madureira (IFAC/CSM).

Willian Carboni Viana, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Pesquisador de Pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Amazonas (PPGG/IFCHS/UFAM). Doutor em Geografia, na especialidade de Geografia Humana, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), com título reconhecido no Brasil pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Mestre em Arqueologia pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e pelo Instituto Politécnico de Tomar (IPT), no âmbito do programa europeu Erasmus Mundus Joint Master Degrees (EMJMD). Licenciado e bacharel em Geografia pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), com registro profissional de geógrafo. É docente credenciado no curso de Mestrado em Geografia da Universidade Federal do Acre (UFAC) e professor substituto no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre - Campus Sena Madureira (IFAC/CSM).

Manuel de Jesus Masulo da Cruz, Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

Possui doutorado em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (2007). Atualmente é professor associado da Universidade Federal do Amazonas. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Agrária, atuando principalmente nos seguintes temas: várzea, Amazônia, agricultura camponesa, organização da produção camponesa.

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Publicado

2025-07-19

Número

Sección

Artigos