CORPOS QUE EDUCAM, DESEJAM E SÃO SILENCIADOS: SEXUALIDADE, DEFICIÊNCIA E OS DESAFIOS ÉTICO-PEDAGÓGICOS DA ESCOLA
DOI:
https://doi.org/10.59666/marupiara.v0i15.4362Keywords:
Acessibilidade. Corpo. Deficiência. Desejo. Inclusão.Abstract
A sexualidade de pessoas com deficiência tem sido sistematicamente silenciada no ambiente escolar por meio de discursos normativos, práticas pedagógicas excludentes e omissões institucionais que reforçam a invisibilidade de seus corpos e afetos. A pesquisa analisa criticamente o papel da escola frente à sexualidade de alunos com deficiência, refletindo sobre o silenciamento histórico, o controle institucional e as possibilidades de construção de práticas pedagógicas humanizadas. O estudo tem como objetivo compreender de que forma a escola pode romper com o paradigma da negação e construir uma educação ética, inclusiva e sensível à pluralidade dos corpos e desejos. Utiliza-se uma metodologia qualitativa, com base em revisão bibliográfica crítica, priorizando obras que abordam os campos da neuropsicopedagogia, psicanálise, sociologia da deficiência e educação inclusiva. A análise dos dados foi conduzida de forma interpretativa, permitindo identificar as estruturas simbólicas que sustentam o apagamento da sexualidade e a ausência de formação docente sobre o tema. Os resultados preliminares indicam que a escola ainda reproduz padrões moralizantes que excluem os sujeitos com deficiência da vivência afetiva e da construção de vínculos. Conclui-se, de forma provisória, que reconhecer o desejo como dimensão legítima do sujeito com deficiência é condição indispensável para uma educação verdadeiramente inclusiva. A valorização da sexualidade como direito inalienável amplia o horizonte da inclusão, promovendo o respeito à subjetividade, à diversidade e à dignidade humana nos processos formativos escolares.
