Variação no uso da partícula apassivadora “se” e a intenção linguística na educação: estudo em uma escola pública de Abaetetuba/Pará

Variation in the use of the Passive Particle “se” and linguistic intention in education: a study in a public school in Abaetetuba/Pará

Authors

DOI:

https://doi.org/10.59666/fiosdeletras.v2i04.4165

Keywords:

Partícula Apassivadora “se”, Ensino, Norma-Padrão, Sociolinguística Variacionista.

Abstract

Este artigo tem como objetivo analisar o uso da partícula apassivadora “se” como sujeito da oração por alunos de uma escola pública em Abaetetuba/Pará, buscando entender possíveis variações nesse uso. Os objetivos específicos são: a) Discutir sobre a partícula apassivadora no âmbito da Sociolinguística Variacionista em contraponto ao que está presente na tradição gramatical e b) Apresentar os procedimentos metodológicos utilizados nesta pesquisa, assim como a análise dos dados obtidos. Logo, esta análise fundamenta-se no âmbito da Sociolinguística à luz de Bortoni-Ricardo; Bagno (2015) sobre a Partícula Apassivadora “se”; entre outros autores. Como resultado, a concordância do verbo com “se” foi crucial para observar uma variante comum entre falantes brasileiros, como indicado por Bagno (2015) e, logo, os alunos mantiveram o verbo no singular para preservar o sentido das orações.

Author Biographies

Gabriela de Nazaré Rodrigues Gomes, Universidade Federal do Pará

Graduanda em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Pará, com início no ano de 2019, no campus de Abaetetuba. Foi bolsista/monitora PROBAC, pela DAc - Divisão de Acessibilidade, no período de 2019 a 2021 e, no ano de 2021 a 2023, foi bolsista PROAD pela biblioteca, ambas as bolsas executadas no Campus universitário de Abaetetuba. Possuo pesquisas na área de inclusão e acessibilidade de pessoas Surdas, ou com deficiência auditiva nas universidades e da importância que as licenciaturas tenham a Libras como disciplina indispensável na grade curricular e, também, pesquisas sobre a Sociolinguística e Variacionista e Educacional, em que apresento a opção do falante por uma variante específica da língua e como essas variações devem ser incorporadas no ensino em paralelo à norma padrão. Por fim, participo do grupo de pesquisa GEHLPA - Grupo de Estudo em História do Livro Didático da Amazônia, coordenado pela Dra. Raimunda Dias Duarte e desenvolvo pesquisas sobre a história do livro didático da Amazônia, especificamente a análise da "Grammatica Portugueza" de Julio Cezar, autor paraense.

Marcelo Pires Dias, Universidade Federal do Pará

Doutor em Linguística pela Universidade Federal do Pará (UFPA), com estágio doutoral (doutorado sanduíche) na Universidade de Santiago de Compostela (USC), Mestre em Estudos Linguísticos (UFPA) e Licenciado em Letras - Língua Portuguesa (UFPA). Foi Pesquisador Visitante no Instituto da Língua Galega (ILG), na Universidade de Santiago de Compostela (USC/Espanha) entre 2014 e 2015. Foi Coordenador do Curso de Licenciatura em Educação do Campo (Faculdade de Etnodiversidade, Campus Altamira). Atualmente é docente da Faculdade de Ciências da Linguagem (FACL), Campus Universitário de Abaetetuba e do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem (PPGEL/UFPA, Campus de Cametá). http://lattes.cnpq.br/2696005070967074 , https://orcid.org/0000-0002-7129-1322

References

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LIMA, Carlos Henrique da Rocha. Gramática Normativa do Português do Brasil (PB). 58. ed. rev. e ampl. segundo o novo acordo ortográfico. Rio de Janeiro: José Olympio, 2021

Published

2025-03-07