Revista Fios de Letras
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<p>A Revista Fios de Letras dedica-se à divulgação nacional e internacional de trabalhos originais e inéditos nas áreas de Linguística, Literatura e campos afins, acolhendo artigos, ensaios e resenhas de pesquisadores, docentes e discentes vinculados à pós-graduação, bem como contribuições oriundas da iniciação científica e da graduação desenvolvidas sob orientação acadêmica. Publicada semestralmente, em fluxo contínuo, a revista busca consolidar-se como espaço de circulação e interlocução crítica, favorecendo a difusão da produção científica e o diálogo entre diferentes perspectivas de investigação sobre a linguagem, a literatura e suas múltiplas formas de manifestação.</p>Editora UEApt-BRRevista Fios de Letras3085-7546Literatura e performance no jogo de RPG: uma análise de duas partidas do sistema “Dungeons & Dragons”, 5ª edição
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<p>Neste artigo, foi investigada a construção oral do RPG de mesa, visando compreender como a narrativa se estabelece em perspectiva literário-performática, construindo-se, simultaneamente, de modo individual e coletivo, observando-se também como a tecnologia permitiu ao RPG uma nova experiência estética. Para tal estudo, foram escolhidas, como objeto de análise, duas gravações de partidas de RPG disponíveis no YouTube, "A Mina Perdida de Phendelver - Ep.01 - D&D 5e Com iniciantes" e “Despertar do Abismo | Ep 24 - Gobert Precisa de Ajuda”, ambas jogadas no sistema <em>d20</em>, na 5ª edição de “Dungeons & Dragons”. Partiu-se dos estudos teóricos da voz, da performance e do campo da poesia experimental (Cohen, 2011; Melo e Castro, 2014; Fernandes, 2014; Minarelli, 2014; Zumthor, 1997), buscando alinhá-los à efemeridade da narrativa literário-performática do RPG. Também se correlacionou o RPG aos conceitos de “ethos” e “bios midiatizado” (Sodré, 2006), a fim de compreender a liquidez e a permanência da performance no espaço virtual. O estudo do RPG neste viés possibilitou entendê-lo como uma arte literário-performática experimental, o que viabilizou uma reavaliação da noção canônica de texto literário. A partir desse novo olhar, formulou-se um modelo próprio de análise que permitiu discutir as partidas tomadas como objeto.</p>Priscila Vasques Castro DantasJoshua Horta Freitas
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2026-05-282026-05-28306e062601e06260110.59666/fiosdeletras.v3i06.5166Toponímia, território e cultura: Nomes de praças que expressam religiosidade em Palmeira dos Índios (Alagoas)
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<p>Este trabalho visa discutir acerca de nomes de praças públicas com marcas de religiosidade e como esses nomes se inter-relacionam com concepções de Toponímia, território e cultura. Essa pesquisa apresenta os resultados parciais de uma pesquisa de mestrado vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas Territoriais e Cultura (ProDiC), da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL). Com base nas diretrizes teórico-metodológicas de Dick (1990 e seus desdobramentos), Isquerdo (2019, 2020, 2023), Melo (2017, 2024, 2025), Laraia (2001), Santos (2006), Haesbaert (2008) e Silva (2015) e por meio de uma abordagem qualitativa, de objetivo descritivo e interpretativo, apresentamos topônimos com marcas culturais de religiosidade numa interação entre Toponímia, território e cultura. Sob este prima, a língua manifesta diferentes discursos que se traduzem em formas de expressões denominativas que vão muito além de uma organização toponomástica. Logo, ao analisar seis nomes de praças que correspondem a Hagiotopônimos – nomes de santos e santas do hagiológio católico romano – evidenciamos a presença da crença cristã católica enviesada nas escolhas toponímicas do sujeito-nomeador no ato de nomear lugares. Em suma, essas marcas de religiosidade nos topônimos refletiram a hegemonia da igreja, a devoção de indivíduos nas crenças do Sagrado na sociedade.</p>Maria Madalena Moura do NascimentoPedro Antonio Gomes de Melo
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2026-05-302026-05-30306e062603e06260310.59666/fiosdeletras.v3i06.4705A tradição oral na obra de Jorge Amado
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<p><strong>Resumo: </strong>O artigo resulta de pesquisas em andamento no Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural da Universidade do Estado da Bahia – UNEB. Este texto é construído a partir da seguinte questão: por que Jorge Amado (1912-2001) insere a oralidade em sua obra? A partir dessa indagação, busca-se investigar o emprego da oralidade na produção literária de Amado para a valorização da cultura popular. A hipótese é que a oralidade se apresenta na obra amadiana para dar visibilidade ao discurso das personagens representantes do povo, às poéticas orais (samba, canção, acalanto, embolada e versos de ABC de cordel) e à contação de histórias, haja vista que, desde quando era um menino grapiúna das terras de cacau, a cultura popular fez parte de sua vida. Para isso, são apresentados conceitos de literatura oral, literatura de cordel e seu gênero ABC que se faz presente nas narrativas amadianas. Além disso, é discutido, de modo breve, a importância de se trabalhar essa tradição oral na educação básica a partir de exemplos retirados dos romances de Amado. A metodologia adotada é a pesquisa bibliográfica em textos de Abreu (1999), Costa (2014), Câmara (2013), Ferreira (2007, 2013, 2014), Viana (2009), Amaral (2013), entre outros estudados. Das reflexões presentes neste artigo, pode-se concluir que a oralidade aparece nos romances amadianos para enaltecer, respeitar e valorizar as produções de artistas populares negligenciadas pela literatura formal.</p> <p><strong> </strong></p>Marcelo Barbosa dos Santos
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2026-06-052026-06-05306e062604e06260410.59666/fiosdeletras.v3i06.4768Teoria Etno-Queer: conceitos introdutórios
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<p>Este artigo apresenta a Teoria Etno-Queer como uma proposta epistemológica insurgente que articula os pressupostos dos estudos queer com saberes ancestrais indígenas e quilombolas, buscando compreender como corpo, linguagem, território e ancestralidade participam da construção das experiências LGBTQIA+ em contextos afro-indígenas amazônicos. A pesquisa parte do problema de que grande parte das teorias queer foi desenvolvida a partir de referenciais euro-americanos, nem sempre contemplando as especificidades históricas, culturais e territoriais das dissidências sexuais e de gênero vivenciadas por povos indígenas e comunidades quilombolas. Como hipótese central, sustenta-se que a incorporação de perspectivas afro-indígenas amplia os horizontes epistemológicos dos estudos queer, permitindo a construção de interpretações mais situadas e decoloniais. O referencial teórico articula contribuições de Butler (2022), Borba (2020), Lugones (2014), Quijano (2005), Mignolo (2010), Boaventura de Sousa Santos (2010), Kopenawa e Albert (2015), entre outros autores dos estudos queer, decoloniais e das Epistemologias do Sul. Os resultados evidenciam que categorias como corpo-território, ancestralidade como conhecimento, linguagem como reexistência e permanência territorial constituem elementos centrais para a compreensão das experiências LGBTQIA+ afro-indígenas. Conclui-se que a Teoria Etno-Queer contribui para tensionar os limites universalizantes dos estudos queer e para fortalecer a produção de conhecimentos situados no Sul Global.</p>Renato Régis Barroso
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2026-06-062026-06-06306e062605e06260510.59666/fiosdeletras.v3i06.5318