PADRÕES FEMININOS, PUNIÇÃO E IMAGINÁRIO SOCIAL: DA BRUXARIA MEDIEVAL AO FEMINICÍDIO CONTEMPORÂNEO, A VIOLÊNCIA PERSISTE

Autores

Palavras-chave:

Armas de fogo. Feminicídio. Pandemia. Sistema de Justiça. Violência de gênero.

Resumo

A pesquisa analisa o feminicídio no Brasil como fenômeno estruturado pela interação entre dimensões históricas, culturais, institucionais e tecnológicas que moldam padrões persistentes de violência letal contra mulheres. O estudo tem como objetivo compreender de que modo a sobreposição entre desigualdades sociais, fragilidades estatais, transformações legislativas e novos ambientes de risco redefine a dinâmica das agressões e pressiona a capacidade de resposta do Sistema de Justiça. A metodologia articula análise documental, interpretação normativa e leitura de dados oficiais, permitindo identificar continuidades históricas que sustentam a violência, bem como mudanças contemporâneas associadas à pandemia, à expansão das tecnologias digitais e ao aumento da circulação de armas de fogo. A investigação evidencia que fatores territoriais, precariedades institucionais e limitações de infraestrutura impactam a efetividade das medidas protetivas, influenciando tempos de tramitação, produção de provas e consistência das decisões judiciais. Os resultados apontam que os ciclos de violência se intensificam em contextos marcados por desigualdades e que a letalidade cresce de forma alinhada à ampliação dos instrumentos de coerção física e digital, exigindo do Estado reorganização procedimental e fortalecimento das equipes especializadas. A conclusão preliminar indica que respostas eficazes dependem de integração intersetorial, aprimoramento tecnológico, qualificação profissional e atualização permanente das práticas de proteção e responsabilização, reafirmando que o feminicídio opera como indicador crítico da capacidade estatal de garantir direitos fundamentais e reduzir vulnerabilidades estruturais no país.

Biografia do Autor

Clodoaldo Matias da Silva, UFAM

Mestrando em Antropologia Social pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM. Especialista em Antropologia Social, Antropologia Forense, Docência do Ensino em Antropologia, Ensino de Filosofia, Sociologia e História; Neuropsicopedagogia e Psicanalise Clínica; Psicanálise, Psicoterapia e Psicopatologia do Adolescente; e, Cultura Indígena e Afro-brasileira pela Faculdade do Leste Mineiro - FACULESTE. Graduado em Geografia pelo Centro Universitário do Norte - UNINORTE. Membro do Núcleo de Produção Cientifica e Editoração do Curso de Direito da UEA - NEDIR/UEA. Editor Assistente da Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA. Professor de Geografia da Escola Laviniense Ensino Integrado. E-mail: cms.1978@hotmail.com. Lattes: http://lattes.cnpq.br/0610689835831570. Orcid: https://orcid.org/0000-0002-3923-8839.

Denison Melo de Aguiar, UEA

Pós-Doutor em Direito pela UniSalento (Itália-2024). Doutor em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (PPGD/ UFMG). Mestre em Direito Ambiental pelo Programa de Pós-Graduação em Direito Ambiental da Universidade do Estado do Amazonas (PPGDA/ UEA). Graduado em Direito pela Universidade da Amazônia (UNAMA/PA). Coordenador do Núcleo de Produção Cientifica e Editoração do Curso de Direito da UEA - NEDIR/UEA. Editor Chefe da Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA. E-mail: denisonaguiarx@gmail.com. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9956374214863816. Orcid: https://orcid.org/0000-0001-5903-4203.

Mirian Falcão da Silveira Rolim, UFF

Mestre em Justiça Administrativa pela Universidade Federal Fluminense - UFF. Especialista em Poder Judiciário pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM, e em Novas Tecnologias Educacionais pela Faculdade Internacional Signorelli – FISIG. Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM. Servidora do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) no cargo de Analista Judiciária. E-mail: mirian.rolim@tjam.jus.br. Lattes: http://lattes.cnpq.br/6503210821353962. Orcid: https://orcid.org/0009-0001-5808-795X.

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Publicado

2026-06-23