Por uma revisão do cânone:

A voz delas é resistência

Autores

  • Marcele Aires Franceschini

DOI:

https://doi.org/10.59666/cc-ppgich.v0i20.3305

Palavras-chave:

Autoras negras; Literatura brasileira; Novo cânone; Ancestralidade

Resumo

Este texto, primeiramente, aborda a noção histórica de interseccionalidade, partindo-se das intelectuais negras norte-americanas, na década de 1980, a fim de dialogar com pensadoras brasileiras, tomando-se como ponto de partida a ideia de amefricanismo de Lélia Gonzalez e o quilombismo de Beatriz Nascimento. A partir da teoria, apresentam-se aqui textos poéticos que fazem parte de um amplo coletivo de escritoras negras no Brasil, a exemplo de Conceição Evaristo, Elisa Lucinda, Jarid Arraes e Ryane Leão. Buscou-se traçar o percurso das autoras negro-brasileiras e suas intrínsecas formas de resistência à imposição de uma literatura moldada no pensamento colonial, hegemônico. O objetivo é que nomes tanto de autoras ancestrais quanto das contemporâneas se manifestem, ampliem-se e sejam celebrados na construção de um novo e orgânico cânone literário nacional.

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Publicado

2023-12-13