ENTRE A HISTÓRIA E A MEMÓRIA: A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE QUILOMBOLA NO VALE DO GUAPORÉ

Autores/as

  • Xênia de Castro Barbosa
  • Tiago Lins de Lima Lins de Lima
  • Uílian Nogueira Lima Nogueira Lima

DOI:

https://doi.org/10.59666/cc-ppgich.v1i23.4736

Resumen

O Vale do Guaporé, em Rondônia, abriga cinco comunidades quilombolas, as quais se encontram engajadas na luta pela afirmação de suas identidades e diferenças, e pela conservação de seus territórios, que constituem a base para a reprodução de sua vida em cultura. O presente artigo te m como objetivo problematizar aspectos históricos da colonização do Vale do Guaporé, correlacionando-a com questões do presente, tais como o direito ao território e as relações identitárias, questões essas vivenciadas pelas populações quilombolas do Vale do Guaporé, e que se revelam centrais para a cidadania dessas comunidades. O estudo filia-se ao campo epistemológico da Nova História e foi conduzido com base no método da pesquisa histórica, de Bloch (2002). A aquisição de dados foi realizada mediante pesquisa bibliográfico-documental e observações em campo. A análise dos dados foi elaborada com base no próprio método histórico de Bloch (2002). Os resultados apontaram para significativa presença afrodescendente no território analisado, presença esta que remonta ao período colonial brasileiro e à economia escravagista. Os descendentes dessas populações lutam, atualmente, para manter sua cultura e modos de vida e entendem que a conservação do território é elemento central para esse processo. A proteção dos territórios quilombolas é uma demanda urgente que precisa ser assumida de modo mais consequente pelo Estado brasileiro, visto que dessa proteção depende a preservação de importantes elementos da identidade nacional, a manutenção da sociobiodiversidade e a conservação ambiental.

Publicado

2025-09-16