ROSTOS AMAZÔNICOS: indígenas Kokama e quilombolas reunidos na festa de 133 anos, em devoção a São Benedito, na comunidade do Barranco em Manaus - AM

Autores

  • Vinicius Alves da Rosa
  • Rafaela Fonseca da Silva
  • Rosemary Amanda Lima Alves

DOI:

https://doi.org/10.59666/cc-ppgich.v1i23.4729

Resumo

Com base nas expressões socioculturais, o presente artigo analisa os aspectos étnicos e espirituais ocorridos nos locais religiosos e suas distintas tradições suscitadas a partir dos ritos indígena e afro-brasileiros. Trata-se de práticas realizadas pelos agentes sociais pertencentes ao quilombo do Barranco de São Benedito, situado na zona Centro-Sul de Manaus, cujo seu reconhecimento oficial foi obtido em 2014. Assim, os dados construídos nesta produção científica versam sobre as conversas informais acessadas por via da observação participante, nas quais as narrativas estão relacionadas à espiritualidade e às crenças culturalmente preservadas pelos grupos étnicos constituídos por quilombolas e o povo Kokama, aqui representado na pessoa da cacica Lutana Ribeiro. Por via dessas narrativas, busca-se compreender as estratégias protagonizadas pelos indígenas e quilombolas, ao participarem das etapas do ritual religioso desenvolvido no interior do quilombo, espaço no qual os agentes sociais expressam suas relações de pertencimento e ligações afetivas. Assim, o eixo interpretativo da presente análise tem como referência histórica a festa de São Benedito; marco que define, pela crença ao Santo, o aspecto da territorialidade do lugar social ocupado desde o final do século XIX. Ao longo do tempo, o fator simbólico expressa notadamente a longevidade da devoção em honra ao Santo Protetor, objetivando-se como potência simbólica a resistência cultural apresentada ao longo de sua história.

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Publicado

2025-09-16