DILEMAS E RESISTÊNCIAS DO SER RIBEIRINHO

UMA ANÁLISE SOCIOCULTURAL NO MÉDIO SOLIMÕES

Autores

  • Deize Martins França dmf.mic22@uea.edu.br
  • Nelissa Peralta Bezerra Nelissa2013peralta@gmail.com

Resumo

Este trabalho integra uma pesquisa de cunho etnográfico, cuja proposta
é apresentar o modo de vida dos ribeirinhos da comunidade do Boarázinho, situ
ada na localidade denominada Tarará, às margens do Rio Solimões, no município
de Tefé, estado do Amazonas. A investigação tem como foco central as dicotomias
presentes na vivência do ser ribeirinho na contemporaneidade, evidenciando os
contrastes entre os espaços rural e urbano, bem como os estigmas sociais que per
meiam essas realidades. O objetivo geral da pesquisa é descrever as dicotomias que
envolvem o ser ribeirinho na cidade de Tefé. Como objetivos específicos, busca-se:
identificar as distintas formas de fala e representação sobre o ser ribeirinho e ana
lisar como as subjetividades expressas nessas falas delineiam a diferença entre ser
ribeirinho e ser urbano. A base teórica do estudo está fundamentada nos autores
Laraia (2001), Gil (2008), Creswell (2014) e Goldemberg (2004), que contribuem
para a compreensão dos aspectos culturais, metodológicos e sociais presentes na
análise. Parte-se do pressuposto de que o ser ribeirinho está inserido em processos
históricos, sociais e econômicos que moldam sua identidade, sua vivência e sua
relevância dentro do contexto amazônico. Assim, a pesquisa visa não apenas com
preender essas dicotomias, mas também dar visibilidade a uma população histo
ricamente marginalizada, evidenciando sua importância para o desenvolvimento
local e contribuindo para estudos futuros que valorizem os saberes tradicionais e a
diversidade cultural da região amazônica.

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Publicado

2026-09-16

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Como Citar

França, D., & Bezerra, N. P. (2026). DILEMAS E RESISTÊNCIAS DO SER RIBEIRINHO: UMA ANÁLISE SOCIOCULTURAL NO MÉDIO SOLIMÕES . ContraCorrente: Revista Do Programa De Pós-Graduação Interdisciplinar Em Ciências Humanas, 1(25), 116–132. Recuperado de http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5627