POVOS RIBEIRINHOS DA AMAZÔNIA COMO GRUPO VULNERÁVEL NA PERSPECTIVA DA SEGURANÇA PÚBLICA

Autores

  • Cristiane da Silva Pereira Medeiros
  • Herminia Marques Medeiros
  • Ismael Santos de Sousa
  • Johnattan Martins Pinheiro UEA
  • Rodrigo Tavares de Souza
  • Shelley Mousse de Souza
  • Denison Melo de Aguiar
  • Flávio Humberto Pascarelli Lopes
  • Neuton Alves de Lima

Palavras-chave:

Povos ribeirinhos, Amazônia, Grupo Vulnerável, Segurança Pública

Resumo

Os povos ribeirinhos da Amazônia constituem um grupo social tradicional de grande relevância histórica, cultural e ambiental. Sua vida é marcada pela dependência direta dos rios, que organizam o tempo de plantar, pescar e conviver, estruturando uma identidade coletiva baseada na relação com a natureza. Apesar dessa riqueza cultural, tais comunidades permanecem em condições de acentuada vulnerabilidade social, caracterizadas pelo isolamento geográfico, pela ausência de políticas públicas continuadas e pela precariedade em áreas fundamentais como saúde, educação e infraestrutura.

Segundo estimativas do IBGE (2022), milhões de brasileiros vivem em comunidades tradicionais, sendo significativa a parcela da população amazônica que depende diretamente do ambiente fluvial para subsistência. Esse contexto revela a importância de compreender os ribeirinhos não apenas como guardiões da biodiversidade, mas também como cidadãos que enfrentam carências estruturais que os colocam em posição de desvantagem social e institucional.

No campo da segurança pública, a vulnerabilidade ribeirinha se expressa de forma ainda mais crítica. O isolamento das comunidades favorece a atuação de organizações criminosas que utilizam os rios como corredores estratégicos para o tráfico de drogas, armas e outros ilícitos. A ausência contínua do Estado amplia os riscos de aliciamento e de violência, fragilizando o exercício da cidadania e comprometendo a soberania nacional.

Nesse sentido, analisar os povos ribeirinhos sob a perspectiva da segurança pública permite compreender a segurança não apenas como ação repressiva, mas como política de cidadania. A presença estatal, quando estruturada de forma permanente e intersetorial, representa não apenas uma resposta ao crime organizado, mas sobretudo um instrumento de inclusão social, proteção cultural e garantia de direitos fundamentais.

Biografia do Autor

Cristiane da Silva Pereira Medeiros

UEA, Segurança Pública e do Cidadão

Herminia Marques Medeiros

UEA, Segurança Pública e do Cidadão

Ismael Santos de Sousa

UEA, Segurança Pública e do Cidadão

Johnattan Martins Pinheiro, UEA

MBA em Politica, Estratégia, Defesa e Segurança Pública pela FAMESC/ADESG (2025). Especialista em Direito Público pela Universidade do Estado do Amazonas (2024), em Digital e Proteção de Dados (2023)em Inteligência de Estado e Inteligência Policial (2023). Bacharel em Direito pela Universidade do Estado do Amazonas (2022). Bacharelando em Segurança Pública e do Cidadão pela Universidade do Estado do Amazonas. Certificação em Integridade Pública pela Escola Nacional de Administração Pública (2023).

Rodrigo Tavares de Souza

UEA, Segurança Pública e do Cidadão

Shelley Mousse de Souza

UEA, Segurança Pública e do Cidadão

Denison Melo de Aguiar

Pós-doutorando em Direito pela UniSalento (Itália-2024). Doutor em Direito (PPGD/ UFMG)

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Publicado

2026-05-20