A AMPLITUDE DO DIREITO À SAÚDE E O POTENCIAL DE SUA PROTEÇÃO COLETIVA

Autores

Palavras-chave:

Direito à Saúde; Judicialização; Tutela Coletiva; Proteção Extrajudicial.

Resumo

O direito à saúde é direito humano e fundamental prescrito como universal e integral a todos e sua observância é imposta constitucionalmente como dever ao Estado brasileiro, além da possibilidade de prestação privada. Os serviços de saúde são de relevância pública, assegurados em âmbito individual e coletivo, o que enseja distinções quanto aos meios para sua efetivação em caso de descumprimento. O presente artigo objetiva analisar vias de proteção do direito social à saúde, diante da realidade de judicialização individual da questão e ante o potencial da defesa coletiva do direito, seja judicial ou extrajudicial. O tema demanda considerações acerca da amplitude do direito à saúde, a organização das ações e serviços a ele relacionados, seu aspecto individual e coletivo e as repercussões desses elementos sobre os meios para sua efetivação. A judicialização excessiva de questões de saúde, aliada à restrição da demanda individual e às delimitações impostas no âmbito do processo judicial, corroboram a relevância da coletivização da tutela do direito à saúde e de sua realização não apenas pela via do processo coletivo judicial, mas também e especialmente, por meio do processo coletivo extrajudicial.

Biografia do Autor

Cibele Aimée de Souza, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutoranda e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Minas Gerais

Pesquisadora associada ao Programa RECAJ UFMG-Ensino, Pesquisa e Extensão-Acesso a Justiça e Solução de Conflitos

Assessora Judiciária no TJMG

Adriana Goulart de Sena Orsini, Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais

Pós-doutora em Direito das Relações Sociais e Trabalhistas
Professora Associada III Faculdade de Direito/UFMG
Membro do Corpo Permanente PPGD/UFMG
Desembargadora TRT/3ª REGIÃO

Gestora Regional Comitê Combate ao Trabalho Infantil-Estimulo à Aprendizagem
Coordenadora PROGRAMA RECAJ UFMG

Tereza Cristina Sorice Baracho Thibau, Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais

Bacharel em Pedagogia e em Direito.
Doutorado e Mestrado em Direito pela FDUFMG. Profa. Associada da FDUFMG lecionando na Graduação: Direito Processual Civil  e Práticas Dialógicas: Conciliação e Mediação; e na Pós-Graduação: Direito e Processo Coletivo Nacional e Comparado;    Membro do IDPro (MG). Mediadora Judicial. Pesquisadora no PRUNART-UFMG.  Líder do Grupo de Pesquisa CNPq: "Direito e Processo Coletivo: Análise Sistêmica e Estrutural".  Diretora Editora da Revista da FDUFMG.

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Publicado

2022-05-03