O direito dos poupadores ao recebimento de “expurgos inflacionários” gerados pelos Planos Econômicos

o uso do acordo para solução de um dos maiores conflitos coletivos do Brasil.

Autores

  • Neman Mancilha Murad UFMG
  • Tereza Cristina Sorice Baracho Thibau Universidade Federal de Minas Gerais

Palavras-chave:

Acordo Coletivo, Associações, Planos Econômicos

Resumo

O artigo visa analisar as principais cláusulas do acordo coletivo celebrado por associações para encerrar o litígio em torno dos expurgos inflacionários dos Planos Econômicos e se refletir sobre os pontos mais controversos do acordo. A análise se justifica a medida em que servirá para se verificar a adequação do acordo proposto para solução deste litígio coletivo. Para tanto, parte-se da hipótese de que a transação deixou de considerar elementos importantes, em especial a participação dos titulares do direito acordado na construção do consenso. Foi realizada pesquisa jurisprudencial acerca dos entendimentos sobre o tema dos expurgos inflacionários nos Tribunais Superiores e análise sob o viés crítico-analítico das cláusulas do acordo coletivo, do termo aditivo do acordo e dos acórdãos do STF que homologaram a transação. Ao final, confirmou-se que o acordo violou princípios importantes como o da transparência e da publicidade, uma vez que os titulares não puderam participar da sua construção, resultando em proposta inadequada à solução do conflito coletivo.  E, em consequência, tais resultados podem, inclusive, causar prejuízos aos poupadores que não aderirem aos seus termos.  

Biografia do Autor

Neman Mancilha Murad, UFMG

Mestrando em Direito pela FDUFMG. Membro do Grupo de Pesquisa Direito e Processo Coletivo: Análise Sistêmica e Estrutural. Pesquisador voluntário do PRUNART-UFMG. Advogado.

Tereza Cristina Sorice Baracho Thibau, Universidade Federal de Minas Gerais

Pedagoga. Possui Doutorado e Mestrado em Direito pela FDUFMG. Professora Associada de Direito Processual Civil e Práticas Dialógicas na Graduação; e de Direito e Processo Coletivo no Programa de Pós-Graduação da FDUFMG.  Líder do Grupo de Pesquisa Direito e Processo Coletivo: Análise Sistêmica e Estrutural. Diretora-Editora da Revista da Faculdade de Direito da UFMG. Coordenadora de Trabalhos Acadêmicos no PRUNART. Membro do Instituto de Direito Processual (IDPro). Mediadora Judicial.

Downloads

Publicado

2022-01-20