POLÍCIA MILITAR, CONSTITUCIONALISMO E CONTROLE SOCIAL:

O DESAFIO DA ATUAÇÃO IMPARCIAL EM TEMPOS DE INSTABILIDADE POLÍTICA

Autores/as

  • Phablo SILVA Cuz UEA
  • Denison Melo de Aguiar UEA
  • Neuton Alves de Lima
  • Flávio Humberto Pascarelli Lopes

Palabras clave:

Polícia Militar; Constitucionalismo; Democracia; Controle Social; Imparcialidade.

Resumen

A Polícia Militar desempenha papel essencial na estrutura do Estado Democrático de Direito, garantindo a ordem pública e a efetividade dos direitos fundamentais. Em períodos de instabilidade política, a preservação de sua neutralidade institucional torna-se indispensável para evitar a instrumentalização da corporação por interesses partidários e assegurar a legitimidade do sistema de segurança pública. 

Os resultados evidenciam que a imparcialidade do policial militar deve ser compreendida como um valor constitucional e ético, indispensável à manutenção da democracia e da confiança social. A distinção entre as funções de Estado e os interesses governamentais transitórios deve nortear a conduta dos agentes de segurança, assegurando que sua atuação se mantenha vinculada à legalidade e à proteção do cidadão. 

O fortalecimento do policiamento comunitário revela-se um caminho eficaz para aproximar a corporação da sociedade, ampliar a transparência e consolidar o controle social democrático. Tal abordagem contribui para que o policial militar seja reconhecido como agente do Estado, comprometido com a defesa dos direitos humanos e da paz social. 

Portanto, reafirma-se que a neutralidade, a ética e o respeito à Constituição constituem pilares indispensáveis para a atuação da Polícia Militar no contexto democrático. Somente por meio da fidelidade aos princípios constitucionais e do compromisso com o interesse público será possível manter a legitimidade institucional e promover uma segurança pública verdadeiramente cidadã.

Publicado

2026-06-16