JUDICIALIZAÇÃO DO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA - BPC LOAS

Autores

  • Sarrandra Celestino Calista FAMETRO
  • Clodoaldo Matias Silva UFAM
  • Maria das Graças Maciel de Oliveira UNINORTE

Palavras-chave:

Assistência social. Benefício de Prestação Continuada. Judicialização. Políticas públicas. Vulnerabilidade.

Resumo

A pesquisa analisa a permanência da judicialização do Benefício de Prestação Continuada (BPC) à luz das alterações introduzidas pela Lei nº 15.077/2024, que modificou significativamente os critérios de acesso e os mecanismos de avaliação do direito à assistência social no Brasil. O estudo tem como objetivo principal investigar se a nova legislação contribui para a redução da necessidade de acionamento do Poder Judiciário por parte dos beneficiários. Para isso, adota-se abordagem qualitativa, com base em revisão bibliográfica, análise documental e exame crítico da legislação vigente. A investigação concentra-se na relação entre o aprimoramento normativo e os entraves operacionais persistentes nas instâncias administrativas, especialmente no que se refere ao Cadastro Único, ao cadastro biométrico e à avaliação de deficiência. Observa-se que, apesar de avanços relevantes na estrutura legal, a ausência de adequações estruturais e institucionais ainda impõe barreiras ao acesso direto ao benefício. A pesquisa identifica que os dispositivos legais recentes não foram acompanhados por medidas suficientemente eficazes de execução nos níveis municipal e federal, o que mantém a via judicial como alternativa necessária para a concretização do direito. Conclui-se que a judicialização continua sendo acionada como estratégia de resistência e garantia de cidadania, em função da incapacidade do Estado de assegurar, de forma universal e equitativa, a proteção assistencial. A pesquisa contribui para o debate jurídico e social sobre os limites da reforma normativa e os desafios da política pública de assistência social no Brasil contemporâneo.

Biografia do Autor

Sarrandra Celestino Calista, FAMETRO

Acadêmica do Curso de Bacharelado em Serviço Social pela Faculdade Metropolitana de Manaus – FAMETRO. E-mail: sarrandra_liviia@hotmail.com. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3923-8839.

Clodoaldo Matias Silva, UFAM

Mestrando em História pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM. Especialista em Ensino de Filosofia, Sociologia e História; Neuropsicopedagogia e Psicanalise Clínica; Psicanálise, Psicoterapia e Psicopatologia do Adolescente; e, Cultura Indígena e Afro-brasileira pela Faculdade do Leste Mineiro - FACULESTE. Graduado em Geografia pelo Centro Universitário do Norte - UNINORTE. E-mail: cms.1978@hotmail.com. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-3923-8839.

Maria das Graças Maciel de Oliveira, UNINORTE

Mestre em Educação pela Universidade Postegrado UniNorte, Assunção - Paraguai. Licenciada em Pedagogia em Pedagogia pela Nilton Lins. Especialista em gestão de currículos e desenvolvimentos em práticas pedagógicas pela Universidade do Estado do Amazonas – UEA. E-mail: educadoragracamaciel@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0000-4398-3738.

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Publicado

2026-03-20