ITINERÁRIOS GEOMÉTRICOS NA NARRATIVA DE CLARICE LISPECTOR

Autores

  • Mariângela Alonso ueaedicoes@gmail.com
    USP

Palavras-chave:

Clarice Lispector, Mise en abyme, Geometria

Resumo

Esta pesquisa tem por objetivo a compreensão do procedimento narrativo da mise en abyme em narrativas de Clarice Lispector. Conforme sistematizou Lucien Dallenbach (1977), a mise en abyme caracteriza-se pela autotextualidade ou reduplicação interna da narrativa, demonstrada nas relações possíveis dum texto consigo mesmo, viabilizando os processos de iteração e especularidade. Além disso, a técnica é subscrita ao lado de suportes temáticos de outras artes ou ciências, tais como a matemática, por meio de textos que apresentam em suas bases figuras geométricas, cuja dinâmica contribui para um melhor entendimento e para a potencialidade da obra literária. Desse modo, espera-se focalizar a mise en abyme e a linguagem matemática como forças criativas e questionadoras da obra clariciana, especialmente no que tange à homotetia textual e à geometria presentes nas versões do conto A quinta história e no romance A paixão segundo G. H.H.

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Publicado

2017-05-22

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Como Citar

Alonso, M. (2017). ITINERÁRIOS GEOMÉTRICOS NA NARRATIVA DE CLARICE LISPECTOR. ContraCorrente: Revista Do Programa De Pós-Graduação Interdisciplinar Em Ciências Humanas, (8), 60–73. Recuperado de http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/583