TRILHAS SECAS
CAMINHOS DOCENTES NA ESTIAGEM
Palavras-chave:
educação; docentes; ribeirinhos; estiagem.Resumo
Este artigo, busca rememorar o direito à educação como direito
humano, através da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da
Constituição Brasileira (1988), e na LDB - Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Brasileira. Apesar do direito à educação estarem garantidos nos
documentos importantes citados, a crise climática em curso, intensificadas
na Amazônia nos anos de 2023/2024, em que a estiagem atinge seus níveis
mais extremos, impacta diretamente nas comunidades ribeirinhas e limita o
acesso a esse direito fundamental. Analisa, a partir da ótica de docentes que
trabalham em comunidades ribeirinhas atingidas pela estiagem e de dados
fornecidos pela Secretaria de Educação do Município de Manaus/AM, o
impacto da estiagem, em relação ao cumprimento do calendário escolar,
exigidos na LDB (200 dias letivos), durante as duas maiores estiagens já
registrada no Amazonas, nos anos de 2023/2024. Analisa, ainda, as ações
realizadas do ponto de vista pedagógico para mitigar os efeitos da estiagem
na educação e no aprendizado dos alunos, e de que forma o não cumprimento
do calendário escolar, portanto, a falta de acesso aos conteúdos necessários,
reverbera no aprendizado dos alunos das escolas da zona ribeirinha no
município de Manaus.
