PRÊMIO DE CRÍTICA LITERÁRIA FERREIRA DE CASTRO – EDIÇÃO 2010 2º LUGAR: A SELVA: ROMANCE E TESTEMUNHO NA AMAZÔNIA

  • Adriana Aguiar

Resumo

O fragmento que nos serve de mote, retirado do romance A selva, lembranos a tese VII de “Sobre o conceito de história”, em que Walter Benjamin afirma: “todos os que até hoje venceram participam do cortejo triunfal, em que os dominadores espezinham os corpos dos que estão prostrados no chão” (1994, p. 225). A história, na perspectiva benjaminiana, é marcada pela humilhação e pela morte de inúmeros seres humanos. Criticando o procedimento aditivo da história, Benjamin afi rma que “ela utiliza a massa dos fatos, para com eles preencher o tempo homogêneo e vazio” [tese XVII] (1994, p.231), deixando submersas as tragédias vividas pelos antepassados. Ao navegar por espaços asilados da Amazônia, Alberto, o protagonista do romance castriano, parece ir aos poucos descortinando o véu de esquecimento em que subjazem os herdeiros da barbárie abafada pela selva.

Publicado
2017-05-22
Como Citar
AGUIAR, Adriana. PRÊMIO DE CRÍTICA LITERÁRIA FERREIRA DE CASTRO – EDIÇÃO 2010 2º LUGAR: A SELVA: ROMANCE E TESTEMUNHO NA AMAZÔNIA. ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, [S.l.], n. 2, p. 217-232, maio 2017. ISSN 2525-4529. Disponível em: <http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/478>. Acesso em: 08 dez. 2022.
Seção
Vária - Crítica