OS ATOS DE ESTADO COMO AUSÊNCIA OS TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS EM ANÁLISE

Autores

  • Cynthia Carvalho Martins carvalhomartinscynthia@gmail.com
  • Raquel Mombelli raquelmombelli@yahoo.com.br
  • Tacilvan Silva Alves tacilvansilvansa@gmail.com

DOI:

10.59666/cc-ppgich.v1i23.4727

Resumo

Desde a garantia dos direitos constitucionais aos denominados “remanescentes de comunidades quilombolas” as situações se complexificaram sem a efetivação das desapropriações dos territórios. Os direitos adquiridos via mobilizações se transformaram em impossibilidades reforçadas por ações violentas de fazendeiros, agentes do agronegócio e da mineração, cujas consequências resultam em privação de direitos, ameaças de diferentes modalidades, inclusive de morte e mortes efetivas de quilombolas. Procuraremos no presente artigo refletir sobre as vicissitudes dessas restrições aos direitos territoriais, com ênfase na discussão sobre a ausência da ação estatal e nas mobilizações por parte daqueles que acionam o dado étnico como de pertencimento. Não deixaremos de fora da análise o papel dos antropólogos, seja na ação como peritos, seja como pesquisadores, cuja produção etnográfica traz aspectos ignorados pelas generalizações presentes nas próprias políticas institucionais.

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Publicado

2025-09-16

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Como Citar

Martins, C. C., Mombelli, R., & Alves, T. S. (2025). OS ATOS DE ESTADO COMO AUSÊNCIA OS TERRITÓRIOS QUILOMBOLAS EM ANÁLISE. ContraCorrente: Revista Do Programa De Pós-Graduação Interdisciplinar Em Ciências Humanas, 1(23), 103–121. https://doi.org/10.59666/cc-ppgich.v1i23.4727