POTYGUÊS
um manyfesto lyteráryo decolonyal de demarcação do ymagynáryo-terra
Palavras-chave:
literatura indígena, escrita-eco, territórios, imaginário-terraResumo
O artigo faz uma reflexão acerca do potyguês, um manifesto literário proposto por Juão Nyn (2020), aqui pensado a partir da perspectiva decolonial como uma forma de demarcação do que se compreende como imaginário-terra. Inicialmente, abordamos o processo de constituição do indígena enquanto sujeito político e de direitos. Num segundo momento, a sua criação artística é considerada como um movimento estético-político que ocasiona um friso na projeção do Ocidente, projeção que em geral enquadra esse sujeito, arbitrariamente, na categoria Outro – o pluriverso indígena. A inflexão proposta é fomentada a partir da discussão teórica e crítica, tendo como objetivo expressar o potyguês como uma forma de retomada do saber ancestral capaz não só de ocasionar rupturas e a desierarquização das artes, mas também de evitar que a demarcação indígena no espaço simbólico fique à mercê da palavra historicamente tutelada. O produto desta colheita é a proposição do potyguês como uma nova travessia, sustentada pela literatura indígena contemporânea, que desaprende estereótipos, ao mesmo tempo em que legitima manifestações artísticas de corpos dissidentes.
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