MOVIMENTO DE MULHERES INDÍGENAS SATERÉ-MAWÉ: UNIÃO E ORGANIZAÇÃO NA LUTA CONTRA A FOME (MANAUS/AMAZONAS, 1990-2000)

  • Vanessa Miranda UFAM

Resumo

A partir de problematizações de fontes pesquisadas no arquivo da AMISM – Associação de Mulheres Indígenas Sateré-Mawé da cidade de Manaus/Amazonas, o presente artigo buscará apresentar e analisar um conjunto de ações de sustentabilidade desenvolvidas por esse coletivo de mulheres indígenas no combate à fome e à miséria durante os anos 1990 e início dos anos 2000. A confecção de artesanato e a realização de outros projetos de sustentabilidade, além de garantirem uma geração mínima de renda, incrementam discursos em torno das lutas das mulheres indígenas contra a fome, a miséria, a violência e pelos direitos de acesso a terra, à educação e à saúde. Ficam evidenciados nesses registros, produzidos pelas mulheres indígenas participantes da AMISM, aspectos de auto-organização sócio-política que nos remetem ao constante trabalho de desmistificação do desenvolvimento cultural dos povos indígenas como algo estático, pertencente ao passado e presente da História oficial brasileira, vistos ora como bons selvagens ora como obstáculos da “ordem e progresso” a serem prontamente aniquilados da vida cotidiana nas Terras Indígenas, nas áreas urbanas e rurais, tanto do estado do Amazonas quanto do Brasil.

Publicado
2020-11-18
Como Citar
MIRANDA, Vanessa. MOVIMENTO DE MULHERES INDÍGENAS SATERÉ-MAWÉ: UNIÃO E ORGANIZAÇÃO NA LUTA CONTRA A FOME (MANAUS/AMAZONAS, 1990-2000). ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, [S.l.], n. 14, p. 43 - 64, nov. 2020. ISSN 2525-4529. Disponível em: <http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/1964>. Acesso em: 05 dez. 2020.