Amazônia-ásvero de Euclides da Cunha: notas filosófico-marginais sobre religião e alienação

Autores

  • José Alcimar de Oliveira Alcimar OLIVEIRA professoralcimar@bol.com.br
    Universidade Federal do Amazonas

Palavras-chave:

Seringueiro, Religião, Alienação, Amazônia-Asvero

Resumo

Sob forma ensaística e de notas filosófico-marginais ao texto
Judas-Asvero, de Euclides da Cunha, o artigo propõe uma leitura
ontodialética do mundo dos seringueiros da Amazônia do Purus,
no início do século XX, a partir dos conceitos de culpa, capitalismo,
religião, alienação, psicologia do escravo. A despeito de sua formação positivista e castrense, o autor de Os sertões, nesse pequeno-grande texto – Judas-Asvero – e refratário a classificações, capta com fina sensibilidade e densidade interpretativa, a barbárie anônima do mundo de culpa e resignação em que viviam os seringueiros na Amazônia no final do século XIX e inícios do século XX. Ao apedrejarem o miserável Judas, nesse ritual transposto do Medievo para os confins da Amazônia, os seringueiros de forma impotente, muda e reativa, vingam-se em verdade de si mesmos, porque o peso da alienação e da psicologia do escravo interdita a possibilidade de conferir forma objetiva ao conteúdo de sua revolta.

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Publicado

2019-06-13

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Como Citar

OLIVEIRA, J. A. de O. A. (2019). Amazônia-ásvero de Euclides da Cunha: notas filosófico-marginais sobre religião e alienação. ContraCorrente: Revista Do Programa De Pós-Graduação Interdisciplinar Em Ciências Humanas, (13), 170–183. Recuperado de http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/1417