Memória, oralidade e subalternidade em Becos da Memória Memory, Orality, and Subalternity in Becos da Memória

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Zilene dos Reis Maciel
Shirley Cristina Amador Barbosa

Resumen

A proposta deste artigo é tecer reflexões sobre memória, oralidade e escrita a partir da obra Becos da Memória (2017), de Conceição Evaristo. A metodologia pauta-se na pesquisa qualitativa e bibliográfica, fundamentada em conceitos de memória coletiva (Pollak, 1989), tradição oral (Meneses, 2000) e subalternidade (Gonzalez, 2020). Por meio da obra, analisamos a trajetória de personagens femininas a fim de compreender como suas vozes se unem em uma única voz para denunciar a insuficiência de uma sociedade que ignora, explora e subalterna o outro por sua condição social. A escrita, nesse contexto, se configura como um ato de resistência e de afirmação de identidade, em que as personagens, por meio da memória e da oralidade, buscam reconstruir suas histórias e afirmar sua presença, resistência e luta. Descendentes do povo negro, o romance nos convoca a olhar para nossas histórias como parte de uma luta maior, que ultrapassa o espaço da ficção e se enraíza na realidade de nossas vidas. Assim, Evaristo (2017) revela como a memória coletiva e a oralidade se entrelaçam, permitindo que as experiências e vivências das mulheres negras sejam registradas e transmitidas, desafiando os silenciamentos históricos e a marginalização de suas existências.


 

Detalles del artículo

Cómo citar
dos Reis Maciel, Z., & Barbosa, S. C. A. (2026). Memória, oralidade e subalternidade em Becos da Memória: Memory, Orality, and Subalternity in Becos da Memória. Revista Fios De Letras, 3(06), e062602. https://doi.org/10.59666/fiosdeletras.v3i06.4703
Sección
Temática Livre
Biografía del autor/a

Zilene dos Reis Maciel, Universidade do Estado do Pará

Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado do Pará (UEPA). Mestra em Educação pela mesma instituição (2024). Possui especialização em Ensino de Língua e Literatura nos Anos Iniciais e na EJA pela Universidade Federal do Pará (UFPA/2025) como também em Metodologias do Ensino de Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica (UNOPAR/2023). Graduada em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade do Estado do Pará (2022). É pesquisadora integrante do Grupo de Pesquisa Culturas e Memórias Amazônicas (CUMA/UEPA). Desenvolve investigações com ênfase em Literatura Brasileira de Expressão Amazônica, atuando principalmente nos seguintes temas: Imaginário, Memória e Cultura Amazônica. https://lattes.cnpq.br/7689582488065431  https://orcid.org/0000-0001-5780-8965 E-mail: zilenereismaciel@gmail.com

Shirley Cristina Amador Barbosa, Universidade do Estado do Pará

Mulher negra quilombola. Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Educação -PPGED/UEPA. Mestra em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação - PPGED/UEPA (2020). Especialista em Práticas Pedagógicas na Educação do Campo pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Cametá/PA. Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado do Pará - UEPA (2016). Foi bolsista de Iniciação Científica - PIBIC/CNPQ (2015). É integrante da coordenação do Grupo de Educação Popular com Estudantes Quilombolas - GEPEQ/NEP (2021-2024). Membro da Rede de Pesquisa sobre Pedagogias Decoloniais da Amazônia. Atualmente é Professora Substituta do Magistério Superior, na Faculdade de Educação do Campo (FECAMPO), da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA). É sócia da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd). Área de interesse de pesquisa: Educação e Diversidade, Educação Quilombola, Pedagogias decoloniais.

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