IMPACTOS AMBIENTAIS DA BR-319 NA AMAZÔNIA

UMA ANÁLISE DOS DANOS ECOLÓGICOS E SOCIAIS

Autores

  • Agley Pereira Cavalcante UEA
  • Hélio dos Santos Júnior UEA
  • Denison Melo de Aguiar UEA
  • Neuton Alves Lima UEA
  • Flávio Humberto Pascarelli Lopes ESMAM

Palavras-chave:

BR-319, Desmatamento, Floresta Amazônica, Impactos Ambientais, Infraestrutura

Resumo

A Rodovia Federal 319 (BR-319), que liga Manaus a Porto Velho, voltou ao centro do debate com a proposta de repavimentação. Construída nos anos 1970 e abandonada nos anos 1990, ela atravessa o interflúvio Purus-Madeira, um dos trechos mais preservados da Amazônia, e pode conectar o “arco do desmatamento” ao centro da floresta. Projeções citadas na literatura indicam perda potencial de até 5,78 milhões de hectares até 2070, com efeitos sobre biodiversidade, regime de chuvas e estoques de carbono (Fearnside; Graça, 2009, p. 24). No plano social, a abertura da via tende a estimular ramais ilegais, grilagem e ocupação desordenada, pressionando territórios de povos indígenas, ribeirinhos e extrativistas e acirrando conflitos fundiários (Santos Júnior et al., 2018, p. 41). O próprio Estudo de Impacto Ambiental (EIA) submetido ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) reconhece impactos indiretos que extrapolam a faixa de domínio, alcançando áreas críticas. (IBAMA, 2021, p. 12).

Diante desse cenário, este resumo expandido apresenta uma análise crítica dos impactos ecológicos e sociais da BR-319, articulando evidências de pesquisas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA, estudos acadêmicos revisados por pares, documentos técnicos e dados oficiais. Ao longo do texto, serão examinados cenários de desmatamento e seus desdobramentos sobre a biodiversidade e o clima regional, bem como os efeitos socioeconômicos sobre populações tradicionais; em seguida, discutem-se as fragilidades dos mecanismos de controle e governança territorial e, por fim, apontam-se diretrizes práticas para prevenção, mitigação e monitoramento dos impactos associados ao empreendimento.

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Publicado

2026-07-04