DIREITO AMBIENTAL E ATUAÇÃO POLICIAL NA PROTEÇÃO DA AMAZÕNIA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES

Autores

  • VICTOR FREIRE OLIVEIRA victorfreire05@hotmail.com
    UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS
  • Denison Melo de Aguiar denisonaguiarx@gmail.com
    Universidade do Estado do Amazonas - UEA
  • Neuton Alves de Lima nalima@uea.edu.br
    Universidade do Estado do Amazonas - UEA
  • Flávio Humberto Pascarelli Lopes fpascarellilopes@icloud.com
    Universidade do Estado do Amazonas - UEA

Resumo

O artigo analisa o papel das forças policiais na proteção ambiental da Amazônia, destacando os desafios estruturais, jurídicos e operacionais enfrentados diante do avanço do desmatamento, garimpo, pesca predatória e tráfico de fauna. A pesquisa defende que a integração entre instituições ambientais, forças de segurança e comunidades locais é essencial para o cumprimento efetivo das normas ambientais previstas na Constituição Federal de 1988 e em leis como a Lei nº 9.605/1998 (Crimes Ambientais) e a Lei nº 14.751/2023 (Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social).

O estudo busca compreender como a cooperação interinstitucional e o uso de tecnologias podem fortalecer a fiscalização ambiental e a soberania nacional. A justificativa repousa na urgência da preservação amazônica e na necessidade de articular educação ambiental, tecnologia e participação comunitária como ferramentas eficazes no combate aos crimes ambientais.

O problema central é: de que maneira a atuação policial pode contribuir efetivamente para a proteção ambiental da Amazônia. A hipótese propõe que o sucesso depende da integração entre forças policiais e órgãos ambientais, do uso de tecnologias de monitoramento (drones, satélites, georreferenciamento) e da formação técnica dos agentes para assegurar uma ação eficiente e sustentável.

A pesquisa é qualitativa, exploratória e documental, baseada em legislação, relatórios oficiais, artigos científicos e estudos de caso, especialmente operações realizadas no Parque Nacional de Anavilhanas (AM). O método analítico-descritivo permite correlacionar teoria e prática, compreendendo a relação entre Direito Ambiental, segurança pública e políticas de fiscalização.

Os resultados indicam que operações integradas entre IBAMA, ICMBio, Polícias Militares, Força Nacional e Ministério Público aumentam a eficácia no combate aos crimes ambientais. As tecnologias de monitoramento e a colaboração das comunidades ribeirinhas se mostraram fundamentais. A Lei nº 14.751/2023 consolidou o papel das Polícias Militares no Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), enquanto o Projeto de Lei nº 2326/2022 propõe o porte de armas para agentes ambientais, reforçando a segurança jurídica e física desses profissionais.

O artigo conclui que a atuação policial na Amazônia é indispensável, devendo ser integrada e preventiva, com base em inteligência, tecnologia e educação ambiental. A presença policial não deve ser vista apenas como repressiva, mas também como mediadora, protetora e promotora da cidadania ambiental. A consolidação de uma política pública sustentável requer cooperação interinstitucional contínua, valorização profissional e investimentos em infraestrutura e capacitação. Assim, a proteção da Amazônia é entendida como expressão de soberania nacional e compromisso ético com as gerações futuras.

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Publicado

2026-06-10

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Como Citar

OLIVEIRA, V. F., Melo de Aguiar, D. ., Alves de Lima, N. ., & Pascarelli Lopes, F. H. . (2026). DIREITO AMBIENTAL E ATUAÇÃO POLICIAL NA PROTEÇÃO DA AMAZÕNIA: DESAFIOS E POSSIBILIDADES. Equidade: Revista Eletrônica De Direito Da UEA - ISSN: 2675-5394, 1(1). Recuperado de http://periodicos.uea.edu.br/index.php/equidade/article/view/4836

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