Por uma revisão do cânone:

A voz delas é resistência

  • Marcele Aires Franceschini

Resumo

Este texto, primeiramente, aborda a noção histórica de interseccionalidade, partindo-se das intelectuais negras norte-americanas, na década de 1980, a fim de dialogar com pensadoras brasileiras, tomando-se como ponto de partida a ideia de amefricanismo de Lélia Gonzalez e o quilombismo de Beatriz Nascimento. A partir da teoria, apresentam-se aqui textos poéticos que fazem parte de um amplo coletivo de escritoras negras no Brasil, a exemplo de Conceição Evaristo, Elisa Lucinda, Jarid Arraes e Ryane Leão. Buscou-se traçar o percurso das autoras negro-brasileiras e suas intrínsecas formas de resistência à imposição de uma literatura moldada no pensamento colonial, hegemônico. O objetivo é que nomes tanto de autoras ancestrais quanto das contemporâneas se manifestem, ampliem-se e sejam celebrados na construção de um novo e orgânico cânone literário nacional.

Publicado
2023-12-13
Como Citar
FRANCESCHINI, Marcele Aires. Por uma revisão do cânone:. ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, [S.l.], n. 20, p. 46-69, dez. 2023. ISSN 2525-4529. Disponível em: <https://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/3305>. Acesso em: 23 jun. 2024. doi: https://doi.org/10.59666/cc-ppgich.v0i20.3305.