Bajubá, subjetividade travesti e resistência no romance Neca, de Amara Moira

Bajubá, trans woman subjectivity, and resistance in the novel Neca, by Amara Moira

Autores

DOI:

10.59666/fiosdeletras.v3i06.5316

Palavras-chave:

Análise do discurso, Bajubá, Amara Moira, Literatura Travesti, Subjetividade Dissidente

Resumo

Este artigo analisa o funcionamento discursivo do bajubá (ou pajubá) na obra Neca – Romance em bajubá (2024), da escritora travesti Amara Moira. Ancorado na Análise do Discurso de linha francesa, em diálogo com os estudos queer e de gênero, investigamos como a linguagem travesti, marcada pela oralidade e pela marginalidade, se constitui como uma formação discursiva dissidente. O estudo foca em como o romance, por meio de sua radicalidade linguística e temática, opera uma crítica ao cânone literário, reinscreve a subjetividade travesti e forja a resistência política e simbólica. A análise aponta que o uso do bajubá, articulado ao erotismo, à escatologia e à intertextualidade, não apenas representa uma realidade, mas produz um lugar de enunciação que desestabiliza as fronteiras entre a norma e a margem, a literatura e a vida.

Biografia do Autor

Bruno Pedro da Silva, Universidade Estadual da Paraíba

Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura e Interculturalidade da Universidade Estadual da Paraíba (PPGLI/UEPB). Graduado em Letras Português pela Faculdade de Linguística, Letras e Artes da Universidade Estadual da Paraíba (FALLA/UEPB).

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Publicado

2026-07-14

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Como Citar

Pedro da Silva, B. (2026). Bajubá, subjetividade travesti e resistência no romance Neca, de Amara Moira: Bajubá, trans woman subjectivity, and resistance in the novel Neca, by Amara Moira. Revista Fios De Letras, 3(06), e062609. https://doi.org/10.59666/fiosdeletras.v3i06.5316

Edição

Seção

Dossiê Temático