http://periodicos.uea.edu.br/index.php/marupiara/issue/feed Marupiara | Revista Científica do CESP/UEA 2026-02-03T02:55:26+00:00 João D’Anuzio Menezes de Azevedo Filho marupiara.revista@gmail.com Open Journal Systems <p>A revista Marupiara é a revista científica do Centro de Estudos Superiores de Parintins/UEA, criada em maio de 2006, no formato impresso (ISSN 1981-0326), por decisão dos professores da unidade e do Conselho Acadêmico com o objetivo de estimular e desenvolver o intercâmbio entre pesquisadores, docentes, discentes e profissionais atuantes nas diversas áreas do conhecimento, facilitando a aproximação entre o conhecimento científico e a comunidade de modo geral; fomentar o intercâmbio de informações e experiências no âmbito das diversas ciências com outras instituições nacionais ou estrangeiras, congêneres e estabelecer-se como canal de divulgação de estudos e progressos recentes nos campos das diversas ciências. A partir de 2016, está no formato digital (<strong>ISSN</strong> 2527-0753), no portal de periodicos da UEA.</p> http://periodicos.uea.edu.br/index.php/marupiara/article/view/5132 COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE, COMISSÃO DE DEFESA DE DIREITOS HUMANOS E COMISSÃO PASTORAL DA TERRA. PROTAGONISMO E DEFESA DOS POVOS DA AMAZÔNIA 2026-01-26T19:40:23+00:00 Manuel do Carmo da Silva Campos Campos mcampos@uea.edu.br <p>O surgimento das Comunidades Eclesiais de Base, Comissão de Defesa de Direitos Humanos e Comissão Pastoral da Terra na Diocese de Parintins no Estado do Amazonas, se dá concomitantemente a partir das proposta da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Regional Norte 1 às suas dioceses na década de 1980, Dom Arcângelo Cerqua, bispo de Parintins, propõe essas três dimensões pastorais em sua diocese e assim, se inicia esse trabalho entre as comunidades urbanas e rurais nos municípios do Médio e Baixo Amazonas: Boa Vista do Ramos, Barreirinha, Maués, Nhamundá e Parintins. Neste artigo, em forma de relato de experiência de seu autor, nos trabalhos pastorais e cidadão iniciados em 1985, desde a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Maués, Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora de Lourdes de Parintins em articulação com as demais paróquias da diocese mencionada, movimentos sociais e instituições da sociedade civil, demonstra sua convivência, escuta e observação com o povo, religiosos, religiosas, padres diocesanos e bispos, e o seu desenvolvimento a partir daí, nesses longos quarenta e um anos acompanhando esse Protagonismo e Defesa desses Povos da Amazônia nessa geografia cortada por águas, florestas, biodiversidade e habitada por ribeirinhos, quilombolas, povos originários, caboclos, caçadores, comerciantes, pescadores, extrativistas, fazendeiros, trabalhadores rurais e demais povos urbanos.</p> 2026-02-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Marupiara | Revista Científica do CESP/UEA http://periodicos.uea.edu.br/index.php/marupiara/article/view/4946 MUDANÇAS CONTEMPORÂNEAS E ESPACIAIS NO TRANSPORTE COLETIVO URBANO NA METRÓPOLE MANAUS 2026-01-28T20:08:24+00:00 Thiago Oliveira Neto thiagoton91@live.com <p>O presente artigo tem como objetivo desenvolver três reflexões iniciais acerca das transformações ocorridas no transporte coletivo no Brasil, com ênfase na cidade de Manaus. Parte-se de um arcabouço teórico que articula as relações entre transporte e geografia, transporte e mobilidade urbana, bem como as dinâmicas do cotidiano urbano. A pesquisa apresenta uma análise crítica do processo de reestruturação do transporte coletivo, com base em textos teóricos, em fontes de dados disponibilizadas em portais oficiais e em veículos de imprensa locais, além de observações diretas da realidade empírica. A partir dos levantamentos realizados, observa-se que o movimento de transformação da cidade — e, particularmente, do sistema de transporte coletivo urbano de passageiros — evidencia o aprofundamento da precarização do trabalho, a renovação do material rodante com predominância de veículos convencionais em detrimento dos de maior capacidade, o aumento da tarifa no ano de 2025 e a redução do posto de trabalho de cobrador em um contexto de reorganização baseado na lógica capitalista de promoção do serviço.</p> 2026-02-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Marupiara | Revista Científica do CESP/UEA http://periodicos.uea.edu.br/index.php/marupiara/article/view/4930 SURGIMENTO DOS ESTALEIROS E AS PRIMEIRAS ATIVIDADES NA CONSTRUÇÃO DE PEQUENOS BARCOS DE MADEIRA EM SÃO SEBASTIÃO DO UATUMÃ-AM 2025-11-03T23:31:07+00:00 Aldo César Andrade de Souza aldocesarandrade@hotmail.com Reginaldo Luiz Ferandes de Souza reginaldo.uea@gmail.com <p>Esse artigo teve como objetivo compreender o surgimento dos estaleiros e as primeiras atividades na construção de pequenos barcos de madeira em São Sebastião do Uatumã-Am, bem como a criação de um polo industrial madeireiro na parte montante da cidade e os problemas atuais da indústria de barcos regionais. O tipo de pesquisa foi qualitativo com a modalidade de entrevista aberta, com a utilização de questionário, fundamentado por literatura direcionada para o tema. Ao final da pesquisa constatou-se que a indústria de barcos de madeira em São Sebastião do Uatumã encontra-se em crise, devido principalmente ao elevado custo de fabricação dos batelões, em muito devido à escassez cada vez maior da oferta de madeira (Itaúba) utilizada na construção de barcos. Por tanto, a pesquisa reveste-se de importância por demostrar a atual situação da indústria de barcos de madeira, mostrando que aquela atividade, importante para os moradores do referido município, encontra se claramente em crise.</p> 2026-02-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Marupiara | Revista Científica do CESP/UEA http://periodicos.uea.edu.br/index.php/marupiara/article/view/4977 GRITAR COM O CORPO, SILENCIAR COM A ESCOLA: A MATERNIDADE PRECOCE COMO DISPOSITIVO DE EVASÃO E APAGAMENTO DE ALUNAS INVISIBILIZADAS 2025-11-03T21:21:18+00:00 Janderson Gustavo Soares de Almeida janderson.almeida@semed.manaus.am.gov.br Clodoaldo Matias da Silva cms.1978@hotmail.com Maria das Graças Maciel de Oliveira educadoragracamaciel@gmail.com Denison Melo de Aguiar denisonaguiarx@gmail.com <p>A pesquisa analisa como a maternidade precoce opera como dispositivo de evasão e apagamento escolar de adolescentes em contextos de vulnerabilidade social, evidenciando os mecanismos pedagógicos, institucionais e discursivos que produzem exclusões silenciosas. A investigação adota abordagem qualitativa e se fundamenta em revisão bibliográfica crítica, dialogando com estudos interseccionais, teorias dos direitos fundamentais e epistemologias da educação popular. Examina-se a atuação da escola como aparelho disciplinador que não reconhece a maternidade juvenil como experiência formativa legítima, reforçando práticas de silenciamento e responsabilização individual. O estudo mostra que, ao ignorar as especificidades das trajetórias escolares de alunas mães, o sistema educacional reforça desigualdades estruturais, naturalizando a evasão como efeito colateral aceitável. Compreende-se que a gravidez precoce, situada nas margens das políticas públicas e da cultura escolar, desestabiliza os padrões normativos de educabilidade, sendo tratada como desvio e não como sujeito de direito. A análise revela, ainda, que práticas educativas autônomas e saberes comunitários emergem como formas de resistência e reexistência dessas jovens, mesmo sob vigilância institucional. Conclui-se que a evasão escolar vinculada à maternidade precoce decorre de um projeto político-pedagógico excludente, sustentado pela negação da pluralidade dos corpos e das narrativas escolares. A pesquisa sugere que a reconstrução da justiça educacional exige o reconhecimento das experiências formativas das adolescentes mães como parte legítima do direito à educação, tensionando os limites normativos das políticas escolares e da gestão pública. O estudo contribui para o avanço crítico das discussões sobre permanência escolar, equidade e políticas educacionais emancipadoras.</p> 2026-02-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Marupiara | Revista Científica do CESP/UEA http://periodicos.uea.edu.br/index.php/marupiara/article/view/4978 CORPOS EM MEMÓRIA: NARRATIVAS, SENSIBILIDADES E PEDAGOGIAS DA PROSTITUIÇÃO NA MANAUS DA BELLE ÉPOQUE 2025-11-03T21:27:56+00:00 Micael Raillen Lisboa Pires micaelraillen@live.com Maria Eduarda Moraes da Silva mariaeduarda.cms.08@gmail.com Clodoaldo Matias Silva cms.1978@hotmail.com Denison Melo de Aguiar denisonaguiarx@gmail.com <p>A pesquisa investiga as pedagogias implícitas e as práticas de resistência inscritas nos corpos das mulheres em situação de prostituição na Manaus da Belle Époque, compreendendo-as como formas de produção de saberes e de subjetivação social. O estudo tem como objetivo analisar como essas experiências corporais revelam dinâmicas educativas que se manifestam na tensão entre moralidade e modernidade, transformando o corpo feminino em espaço de aprendizagem, memória e enfrentamento simbólico. Adota-se uma metodologia qualitativa, de caráter histórico-interpretativo, fundamentada na análise bibliográfica e documental, associada a uma leitura crítica das representações culturais e urbanas do período. O corpo é compreendido como território político e epistemológico, no qual se inscrevem as contradições da cidade e as pedagogias da exclusão e da resistência. As análises indicam que a prostituição, mais do que prática social marginal, constitui uma forma de educação invisível, capaz de desafiar os discursos normativos e de ressignificar o espaço urbano como cenário de produção de saber. A pesquisa conclui que as mulheres da noite atuam como educadoras simbólicas da cidade, ensinando pela experiência, pela dor e pela memória, ao mesmo tempo em que revelam a potência política e afetiva dos corpos que resistem. Essa leitura contribui para ampliar o campo das discussões sobre gênero, corpo e educação, evidenciando a relevância de compreender o espaço urbano como um lugar de formação social e cultural, onde o aprender e o resistir se entrelaçam como gestos de existência.</p> 2026-02-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Marupiara | Revista Científica do CESP/UEA http://periodicos.uea.edu.br/index.php/marupiara/article/view/4979 PROFANAÇÕES DO SILÊNCIO: APAGAMENTOS, RESISTÊNCIAS E EPISTEMOLOGIAS LÉSBICAS NOS ARQUIVOS DA MORAL BRASILEIRA (1960–2000) 2025-10-29T11:40:17+00:00 Maria das Graças Maciel de Oliveira educadoragracamaciel@gmail.com Clodoaldo Matias Silva cms.1978@hotmail.com Janderson Gustavo Soares de Almeida janderson.almeida@semed.manaus.am.gov.br Denison Melo de Aguiar denisonaguiarx@gmail.com <p>O artigo investiga o apagamento da lesbianidade nos arquivos da moral brasileira entre 1960 e 2000, examinando como o Estado e suas instituições produziram o silêncio como dispositivo de controle sobre os corpos dissidentes. A pesquisa tem como objetivo compreender de que modo esses apagamentos foram operacionalizados por discursos médicos, jurídicos, educacionais e religiosos, bem como identificar práticas de resistência que subverteram a exclusão por meio da criação de contra-arquivos e saberes insurgentes. Adota-se como metodologia a análise bibliográfica crítica, baseada na articulação entre fontes acadêmicas, documentos históricos e produções culturais que tensionam a historiografia tradicional. A investigação analisa o corpo lésbico como campo de disputa simbólica, marcado por violências institucionais e também por gestos de insubordinação epistêmica, afetiva e política. A pesquisa propõe que os silêncios arquivísticos não indicam ausência, mas estratégias ativas de apagamento, sendo a resistência lésbica uma forma de profanação da norma e fundação de novas epistemologias. Conclui-se que a inserção da lesbianidade no campo da História requer a revisão crítica de seus fundamentos disciplinares e a valorização de saberes produzidos nas margens. O estudo amplia o debate sobre memória, corpo e dissidência, oferecendo contribuições relevantes à historiografia contemporânea.</p> 2026-02-03T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 Marupiara | Revista Científica do CESP/UEA