A propósito de uma recepção de Obra de Camões: Carl Schmitt, intérprete da expansão portuguesa e europeia na era moderna
DOI:
https://doi.org/10.59666/fiosdeletras.v1i02.3912Palabras clave:
Camões, Modernidade, Éarly Modernity, Carl, SchmittResumen
na secção V da longa crítica que fez ao ensaio de Ernst Jünger O Nó Górdio, Carl Schmitt dedica a Camões e, por arrasto, aos portugueses, algumas breves linhas que destoam não apenas da autoimagem cultivada em Portugal e na língua portuguesa a respeito de Os Lusíadas e das Descobertas portuguesas, mas que, além disso, merecem exame próprio pela concatenação que fazem destas temáticas com as navegações globais europeias que marcaram a era moderna. Nesta nótula, tentamos 1) dar conta do argumento geral de Schmitt (e subsidiariamente do seu pretexto jungeriano); 2) analisar o seu juízo a respeito de Camões e de Os Lusíadas; 3) discutir a leitura schmittiana enquanto parte da recepção da Expansão portuguesa por outras culturas europeias.