Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA - ISSN: 2675-5394 http://periodicos.uea.edu.br/index.php/equidade <p>A Equidade Revista Eletrônica de Direito da Universidade do Estado do Amazonas (ERD-UEA) (ISSN&nbsp;<strong>2675-5394</strong>) é uma publicação acadêmica do curso de Direito da Universidade do Estado do Amazonas em formato eletrônico (online) com periodicidade semestral. A revista publica artigos, resenhas e ensaios inéditos e originais, nacional ou internacional, com as mais diversas abordagens teóricas e metodológicas, com interdisciplinaridade ou não.</p> pt-BR daguiar@uea.edu.br (Prof. Dr. Denison Melo de Aguiar) editora@uea.edu.br (Editora Universitária da Universidade do Estado do Amazonas) Wed, 20 May 2026 21:28:47 +0000 OJS 3.3.0.8 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 GRUPOS VULNERÁVEIS: ASPECTOS DA ABORDAGEM POLICIAL À POPULAÇÃO NEGRA À LUZ DA DIGNIDADE HUMANA E SEUS IMPACTOS http://periodicos.uea.edu.br/index.php/equidade/article/view/4817 <p><span class="citation-40">Este estudo de natureza </span><span class="citation-40">qualitativa e bibliográfica</span><span class="citation-40"> propõe-se a analisar a </span><span class="citation-40">abordagem policial direcionada à população negra no Brasil</span><span class="citation-40"> sob o prisma do princípio constitucional da </span><span class="citation-40">dignidade da pessoa human</span><span class="citation-40">a</span>. <span class="citation-39">A pesquisa aborda a necessidade de confrontar a discrepância entre este preceito constitucional (Art. </span><span class="math-inline"><span class="katex"><span class="katex-html"><span class="base"><span class="mord"><span class="citation-39">1</span><span class="msupsub"><span class="vlist-t"><span class="vlist-r"><span class="vlist"><span class=""><span class="sizing reset-size6 size3 mtight"><span class="mord mtight"><span class="citation-39">∘</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span><span class="citation-39 citation-end-39">, III, da CF/88 </span><span class="citation-38">) e a prática de </span><span class="citation-38">perfilamento racial (racial</span><span class="citation-38"> profiling</span><span class="citation-38">)</span><span class="citation-38 citation-end-38"> no cotidiano policial</span>.&nbsp;<span class="citation-37 citation-end-37">A premissa central é que a sociedade brasileira, marcada por desigualdades raciais e um histórico de escravidão, coloca a população negra em uma posição de extrema vulnerabilidade, especialmente na relação com o aparato de segurança pública</span>. <span class="citation-36">O </span><span class="citation-36">problema de pesquisa</span><span class="citation-36 citation-end-36"> investiga como as abordagens policiais seletivas violam a dignidade humana e quais são os impactos sociais, psicológicos e jurídicos dessas práticas</span>.&nbsp;<span class="citation-35">A </span><span class="citation-35">hipótese</span><span class="citation-35 citation-end-35"> sustenta que as abordagens não são neutras, mas sim orientadas por estigmas raciais e sociais historicamente construídos, o que reforça desigualdades, naturaliza a criminalização secundária, enfraquece a confiança nas instituições estatais e perpetua a violência</span>. <span class="citation-34">A prática de perfilamento anula a presunção de inocência, transformando o cidadão negro em suspeito </span><em><span class="citation-34">a priori</span></em><span class="citation-34 citation-end-34"> e violando a exigência legal de fundada suspeita</span>. <span class="citation-33">No campo social, a constante interrupção e a submissão a abordagens vexatórias geram um profundo </span><span class="citation-33">t</span><span class="citation-33">rauma racia</span><span class="citation-33">l</span><span class="citation-33 citation-end-33">, deteriorando a saúde mental e o pleno exercício da cidadania</span>.&nbsp;&nbsp;<span class="citation-32">Os </span><span class="citation-32">resultados</span><span class="citation-32"> revelam que a intensificação das abordagens em </span><span class="citation-32">zonas periféricas</span><span class="citation-32"> é um fenômeno </span><span class="citation-32">multifatorial</span><span class="citation-32 citation-end-32">, decorrente tanto de critérios operacionais legítimos (concentração de vulnerabilidade e criminalidade) quanto de elementos socioculturais</span>. <span class="citation-31">Contudo, essa concentração territorial se sobrepõe e </span><span class="citation-31">reforça estereótipos raciais</span><span class="citation-31 citation-end-31"> e sociais, associando o território e a cor da pele à "imagem de perigo", resultando na estigmatização coletiva de comunidades e na produção da seletividade penal</span>. Por fim,<span class="citation-30">&nbsp;o estudo conclui que o desafio reside em equilibrar a necessidade de presença policial com o </span><span class="citation-30">respeito aos direitos e à dignidade</span><span class="citation-30 citation-end-30"> das pessoas abordadas</span>. O foco deve ser a qualificação das ações e a formação ética dos agentes, para que o policiamento seja um instrumento de proteção e não de opressão. <span class="citation-29 citation-end-29">A plena garantia da dignidade humana requer que o território e a cor da pele deixem de determinar o valor da vida e o tratamento policial</span>.</p> GUILHERME LISCHT DA SILVA, Silas Melo dos Santos, Bruno Jordano da Silva Brito, David Marques Soares, Evander Kelly Avila, Dieymesson Rodrigo Lopes Meneses, Denison Melo de Aguiar, Neuton Alves de Lima, Flávio Humberto Pascarelli Lopes Copyright (c) 2026 Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA - ISSN: 2675-5394 http://periodicos.uea.edu.br/index.php/equidade/article/view/4817 Wed, 20 May 2026 00:00:00 +0000 POLARIZAÇÃO E LIBERDADE: O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES NA DEMOCRACIA BRASILEIRA APÓS AS ELEIÇÕES DE 2022 http://periodicos.uea.edu.br/index.php/equidade/article/view/4920 <p>O presente estudo analisa a influência da polarização político-ideológica sobre a estabilidade democrática e o funcionamento das instituições brasileiras. Partindo do marco da Constituição Federal de 1988 e da teoria tridimensional de Miguel Reale, os autores destacam que a democracia depende da interação entre fato, valor e norma, sendo a liberdade o núcleo essencial de sua efetividade. A pesquisa, de caráter qualitativo e exploratório, baseia-se em revisão bibliográfica e documental, com ênfase em estudos recentes sobre constitucionalismo e crise institucional. Os resultados indicam que a radicalização política e a judicialização de temas eleitorais fragilizam a confiança social e ampliam a percepção de parcialidade das instituições, especialmente do Poder Judiciário, como se observou nas tensões que cercaram as eleições de 2022 e os eventos de janeiro de 2023. Conclui-se que a preservação da democracia e da liberdade requer atuação institucional transparente, imparcial e comprometida com os valores constitucionais, de modo a conter os efeitos desagregadores da polarização e reforçar a legitimidade do sistema democrático.</p> rosberg rodrigues de araujo, Lucas Emanuel Bastos Polari, Pedro Henrique Barros Sena, Denison Melo de Aguiar, Neuton Alves De Lima, Flávio Humberto Pascarelli Lopes Copyright (c) 2026 Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA - ISSN: 2675-5394 http://periodicos.uea.edu.br/index.php/equidade/article/view/4920 Wed, 03 Jun 2026 00:00:00 +0000 DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS POLICIAIS MILITARES DO AMAZONAS: LIMITAÇÕES, DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A EFETIVAÇÃO http://periodicos.uea.edu.br/index.php/equidade/article/view/4860 <p>O presente resumo trata sobre Direitos Fundamentais dos Policiais Militares do Amazonas: Limitações, Desafios e Perspectivas para a Efetivação" analisa a dualidade do policial militar do Amazonas como garantidor dos direitos fundamentais da população e, ao mesmo tempo, sujeito a vulnerabilidades inerentes à profissão. A pesquisa, de abordagem qualitativa e método exploratório com levantamento bibliográfico, busca compreender como a função policial se relaciona com a vulnerabilidade física, psicológica e social do agente. A justificativa do estudo reside na necessidade de reconhecer o policial não apenas como agente de proteção, mas como sujeito de direitos, cuja exposição a riscos físicos, pressão psicológica e jornadas exaustivas impactam sua saúde mental e a qualidade do serviço. O problema central é conciliar a proteção dos direitos fundamentais dos cidadãos com a própria vulnerabilidade do policial militar, que pode ter seus direitos comprometidos. A hipótese é que a natureza da profissão no Amazonas, com longas jornadas e pressão institucional por eficiência operacional, prioriza os direitos da população em detrimento dos direitos fundamentais dos policiais, levando ao desgaste. Os resultados mostram que, embora a Constituição Federal de 1988 preveja a preservação da ordem pública pelas polícias militares, exigindo que o agente arrisque a vida, a segurança e integridade do policial são tão importantes quanto as daqueles que ele jurou proteger. Conclui-se que um agente cujos direitos não são respeitados tem sua capacidade de garantir os direitos da população comprometida. O equilíbrio entre hierarquia, disciplina e a efetivação dos direitos fundamentais do policial é crucial para garantir sua dignidade humana e a eficácia de sua atuação.</p> bruno brissow azevedo, igor philipe soares de oliveira, Denison melo de aguiar, neuton alves de lima, Flávio Humberto Pascarelli Lopes Copyright (c) 2026 Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA - ISSN: 2675-5394 http://periodicos.uea.edu.br/index.php/equidade/article/view/4860 Wed, 10 Jun 2026 00:00:00 +0000 MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL: A INFLUÊNCIA DA DROMOCRACIA NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO http://periodicos.uea.edu.br/index.php/equidade/article/view/4918 <p data-start="14" data-end="719">O estudo analisa a relação entre <strong data-start="47" data-end="73">mutação constitucional</strong> e <strong data-start="76" data-end="91">dromocracia</strong>, compreendendo como o ordenamento jurídico brasileiro responde à aceleração social e tecnológica da contemporaneidade. A <strong data-start="213" data-end="239">mutação constitucional</strong>, entendida como alteração do sentido das normas sem modificação formal do texto, é apresentada como instrumento de adaptação hermenêutica capaz de preservar a efetividade dos direitos fundamentais e a estabilidade normativa da Constituição de 1988. A <strong data-start="491" data-end="506">dromocracia</strong>, conceito que expressa a centralidade da velocidade nas relações sociais, impõe novos desafios à interpretação constitucional, especialmente diante da cibercultura e da rápida transformação dos valores sociais.</p> <p data-start="721" data-end="1353">Por meio de abordagem <strong data-start="743" data-end="773">qualitativa e exploratória</strong>, a pesquisa recorreu à análise de doutrina, decisões do Supremo Tribunal Federal e documentos normativos, evidenciando que a mutação constitucional atua como técnica de equilíbrio entre permanência e mudança. Exemplo disso é a <strong data-start="1001" data-end="1028">Resolução nº 175 do CNJ</strong>, que reconheceu o casamento civil homoafetivo sem necessidade de emenda formal. O trabalho conclui que, diante da fluidez e da velocidade da modernidade líquida (Bauman, 2001), a hermenêutica constitucional deve ser dinâmica e responsiva, garantindo segurança jurídica sem afastar a historicidade e a transformação social.</p> <p data-start="1355" data-end="1625">O artigo demonstra que a <strong data-start="1380" data-end="1468">mutação constitucional é essencial à sobrevivência normativa da Constituição de 1988</strong> em uma era marcada pela aceleração e pela tecnicidade, conciliando estabilidade, justiça e dignidade humana diante dos desafios impostos pela dromocracia.</p> Eurico Dias Neto, Alan Max dos Santos Silva, Lucas Emanuel Bastos Polari, Denison Melo de Aguiar, Neuton Alves de Lima, Flávio Humberto Pascarelli Lopes Copyright (c) 2026 Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA - ISSN: 2675-5394 http://periodicos.uea.edu.br/index.php/equidade/article/view/4918 Wed, 03 Jun 2026 00:00:00 +0000