http://periodicos.uea.edu.br/index.php/equidade/issue/feedEquidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA - ISSN: 2675-53942026-05-20T21:28:47+00:00Prof. Dr. Denison Melo de Aguiardaguiar@uea.edu.brOpen Journal Systems<p>A Equidade Revista Eletrônica de Direito da Universidade do Estado do Amazonas (ERD-UEA) (ISSN <strong>2675-5394</strong>) é uma publicação acadêmica do curso de Direito da Universidade do Estado do Amazonas em formato eletrônico (online) com periodicidade semestral. A revista publica artigos, resenhas e ensaios inéditos e originais, nacional ou internacional, com as mais diversas abordagens teóricas e metodológicas, com interdisciplinaridade ou não.</p>http://periodicos.uea.edu.br/index.php/equidade/article/view/4920POLARIZAÇÃO E LIBERDADE: O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES NA DEMOCRACIA BRASILEIRA APÓS AS ELEIÇÕES DE 20222026-01-20T19:49:00+00:00rosberg rodrigues de araujorosberg10@gmail.comLucas Emanuel Bastos Polarilucasebp@gmail.comPedro Henrique Barros Senaphsenamanaus@gmail.comDenison Melo de Aguiardenisonaguiarx@gmail.comNeuton Alves De Limanalima@uea.edu.brFlávio Humberto Pascarelli Lopesfpascarellilopes@icloud.com<p>O presente estudo analisa a influência da polarização político-ideológica sobre a estabilidade democrática e o funcionamento das instituições brasileiras. Partindo do marco da Constituição Federal de 1988 e da teoria tridimensional de Miguel Reale, os autores destacam que a democracia depende da interação entre fato, valor e norma, sendo a liberdade o núcleo essencial de sua efetividade. A pesquisa, de caráter qualitativo e exploratório, baseia-se em revisão bibliográfica e documental, com ênfase em estudos recentes sobre constitucionalismo e crise institucional. Os resultados indicam que a radicalização política e a judicialização de temas eleitorais fragilizam a confiança social e ampliam a percepção de parcialidade das instituições, especialmente do Poder Judiciário, como se observou nas tensões que cercaram as eleições de 2022 e os eventos de janeiro de 2023. Conclui-se que a preservação da democracia e da liberdade requer atuação institucional transparente, imparcial e comprometida com os valores constitucionais, de modo a conter os efeitos desagregadores da polarização e reforçar a legitimidade do sistema democrático.</p>2026-06-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA - ISSN: 2675-5394http://periodicos.uea.edu.br/index.php/equidade/article/view/4860DIREITOS FUNDAMENTAIS DOS POLICIAIS MILITARES DO AMAZONAS: LIMITAÇÕES, DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A EFETIVAÇÃO2025-10-13T19:34:56+00:00bruno brissow azevedobrunobrissow@hotmail.comigor philipe soares de oliveiraigorphilipe99@gmail.comDenison melo de aguiardenisonaguiarx@gmail.comneuton alves de limanalima@uea.edu.brFlávio Humberto Pascarelli Lopesfpascarellilopes@icloud.com<p>O presente resumo trata sobre Direitos Fundamentais dos Policiais Militares do Amazonas: Limitações, Desafios e Perspectivas para a Efetivação" analisa a dualidade do policial militar do Amazonas como garantidor dos direitos fundamentais da população e, ao mesmo tempo, sujeito a vulnerabilidades inerentes à profissão. A pesquisa, de abordagem qualitativa e método exploratório com levantamento bibliográfico, busca compreender como a função policial se relaciona com a vulnerabilidade física, psicológica e social do agente. A justificativa do estudo reside na necessidade de reconhecer o policial não apenas como agente de proteção, mas como sujeito de direitos, cuja exposição a riscos físicos, pressão psicológica e jornadas exaustivas impactam sua saúde mental e a qualidade do serviço. O problema central é conciliar a proteção dos direitos fundamentais dos cidadãos com a própria vulnerabilidade do policial militar, que pode ter seus direitos comprometidos. A hipótese é que a natureza da profissão no Amazonas, com longas jornadas e pressão institucional por eficiência operacional, prioriza os direitos da população em detrimento dos direitos fundamentais dos policiais, levando ao desgaste. Os resultados mostram que, embora a Constituição Federal de 1988 preveja a preservação da ordem pública pelas polícias militares, exigindo que o agente arrisque a vida, a segurança e integridade do policial são tão importantes quanto as daqueles que ele jurou proteger. Conclui-se que um agente cujos direitos não são respeitados tem sua capacidade de garantir os direitos da população comprometida. O equilíbrio entre hierarquia, disciplina e a efetivação dos direitos fundamentais do policial é crucial para garantir sua dignidade humana e a eficácia de sua atuação.</p>2026-06-10T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA - ISSN: 2675-5394http://periodicos.uea.edu.br/index.php/equidade/article/view/4918MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL: A INFLUÊNCIA DA DROMOCRACIA NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO2026-01-20T19:38:40+00:00Eurico Dias Netoeuricodiasteixeiraneto@gmail.comAlan Max dos Santos Silvaalanmax36@gmail.comLucas Emanuel Bastos Polarilucasebp@gmail.comDenison Melo de Aguiardenisonaguiarx@gmail.comNeuton Alves de Limanalima@uea.edu.brFlávio Humberto Pascarelli Lopesfpascarellilopes@icloud.com<p data-start="14" data-end="719">O estudo analisa a relação entre <strong data-start="47" data-end="73">mutação constitucional</strong> e <strong data-start="76" data-end="91">dromocracia</strong>, compreendendo como o ordenamento jurídico brasileiro responde à aceleração social e tecnológica da contemporaneidade. A <strong data-start="213" data-end="239">mutação constitucional</strong>, entendida como alteração do sentido das normas sem modificação formal do texto, é apresentada como instrumento de adaptação hermenêutica capaz de preservar a efetividade dos direitos fundamentais e a estabilidade normativa da Constituição de 1988. A <strong data-start="491" data-end="506">dromocracia</strong>, conceito que expressa a centralidade da velocidade nas relações sociais, impõe novos desafios à interpretação constitucional, especialmente diante da cibercultura e da rápida transformação dos valores sociais.</p> <p data-start="721" data-end="1353">Por meio de abordagem <strong data-start="743" data-end="773">qualitativa e exploratória</strong>, a pesquisa recorreu à análise de doutrina, decisões do Supremo Tribunal Federal e documentos normativos, evidenciando que a mutação constitucional atua como técnica de equilíbrio entre permanência e mudança. Exemplo disso é a <strong data-start="1001" data-end="1028">Resolução nº 175 do CNJ</strong>, que reconheceu o casamento civil homoafetivo sem necessidade de emenda formal. O trabalho conclui que, diante da fluidez e da velocidade da modernidade líquida (Bauman, 2001), a hermenêutica constitucional deve ser dinâmica e responsiva, garantindo segurança jurídica sem afastar a historicidade e a transformação social.</p> <p data-start="1355" data-end="1625">O artigo demonstra que a <strong data-start="1380" data-end="1468">mutação constitucional é essencial à sobrevivência normativa da Constituição de 1988</strong> em uma era marcada pela aceleração e pela tecnicidade, conciliando estabilidade, justiça e dignidade humana diante dos desafios impostos pela dromocracia.</p>2026-06-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA - ISSN: 2675-5394http://periodicos.uea.edu.br/index.php/equidade/article/view/4817GRUPOS VULNERÁVEIS: ASPECTOS DA ABORDAGEM POLICIAL À POPULAÇÃO NEGRA À LUZ DA DIGNIDADE HUMANA E SEUS IMPACTOS2025-10-16T22:22:06+00:00GUILHERME LISCHT DA SILVAguilischtjudo@gmail.comSilas Melo dos Santossilasmel0202@gmail.comBruno Jordano da Silva Britobrunojordano91@hotmail.comDavid Marques Soareseng.davidmarques@gmail.comEvander Kelly Avilavdr.avila@gmail.comDieymesson Rodrigo Lopes Menesesdieymesson.oficial@gmail.comDenison Melo de Aguiardenisonaguiarx@gmail.comNeuton Alves de Limanalima@uea.edu.brFlávio Humberto Pascarelli Lopesfpascarellilopes@icloud.com<p><span class="citation-40">Este estudo de natureza </span><span class="citation-40">qualitativa e bibliográfica</span><span class="citation-40"> propõe-se a analisar a </span><span class="citation-40">abordagem policial direcionada à população negra no Brasil</span><span class="citation-40"> sob o prisma do princípio constitucional da </span><span class="citation-40">dignidade da pessoa human</span><span class="citation-40">a</span>. <span class="citation-39">A pesquisa aborda a necessidade de confrontar a discrepância entre este preceito constitucional (Art. </span><span class="math-inline"><span class="katex"><span class="katex-html"><span class="base"><span class="mord"><span class="citation-39">1</span><span class="msupsub"><span class="vlist-t"><span class="vlist-r"><span class="vlist"><span class=""><span class="sizing reset-size6 size3 mtight"><span class="mord mtight"><span class="citation-39">∘</span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span></span><span class="citation-39 citation-end-39">, III, da CF/88 </span><span class="citation-38">) e a prática de </span><span class="citation-38">perfilamento racial (racial</span><span class="citation-38"> profiling</span><span class="citation-38">)</span><span class="citation-38 citation-end-38"> no cotidiano policial</span>. <span class="citation-37 citation-end-37">A premissa central é que a sociedade brasileira, marcada por desigualdades raciais e um histórico de escravidão, coloca a população negra em uma posição de extrema vulnerabilidade, especialmente na relação com o aparato de segurança pública</span>. <span class="citation-36">O </span><span class="citation-36">problema de pesquisa</span><span class="citation-36 citation-end-36"> investiga como as abordagens policiais seletivas violam a dignidade humana e quais são os impactos sociais, psicológicos e jurídicos dessas práticas</span>. <span class="citation-35">A </span><span class="citation-35">hipótese</span><span class="citation-35 citation-end-35"> sustenta que as abordagens não são neutras, mas sim orientadas por estigmas raciais e sociais historicamente construídos, o que reforça desigualdades, naturaliza a criminalização secundária, enfraquece a confiança nas instituições estatais e perpetua a violência</span>. <span class="citation-34">A prática de perfilamento anula a presunção de inocência, transformando o cidadão negro em suspeito </span><em><span class="citation-34">a priori</span></em><span class="citation-34 citation-end-34"> e violando a exigência legal de fundada suspeita</span>. <span class="citation-33">No campo social, a constante interrupção e a submissão a abordagens vexatórias geram um profundo </span><span class="citation-33">t</span><span class="citation-33">rauma racia</span><span class="citation-33">l</span><span class="citation-33 citation-end-33">, deteriorando a saúde mental e o pleno exercício da cidadania</span>. <span class="citation-32">Os </span><span class="citation-32">resultados</span><span class="citation-32"> revelam que a intensificação das abordagens em </span><span class="citation-32">zonas periféricas</span><span class="citation-32"> é um fenômeno </span><span class="citation-32">multifatorial</span><span class="citation-32 citation-end-32">, decorrente tanto de critérios operacionais legítimos (concentração de vulnerabilidade e criminalidade) quanto de elementos socioculturais</span>. <span class="citation-31">Contudo, essa concentração territorial se sobrepõe e </span><span class="citation-31">reforça estereótipos raciais</span><span class="citation-31 citation-end-31"> e sociais, associando o território e a cor da pele à "imagem de perigo", resultando na estigmatização coletiva de comunidades e na produção da seletividade penal</span>. Por fim,<span class="citation-30"> o estudo conclui que o desafio reside em equilibrar a necessidade de presença policial com o </span><span class="citation-30">respeito aos direitos e à dignidade</span><span class="citation-30 citation-end-30"> das pessoas abordadas</span>. O foco deve ser a qualificação das ações e a formação ética dos agentes, para que o policiamento seja um instrumento de proteção e não de opressão. <span class="citation-29 citation-end-29">A plena garantia da dignidade humana requer que o território e a cor da pele deixem de determinar o valor da vida e o tratamento policial</span>.</p>2026-05-20T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Equidade: Revista Eletrônica de Direito da UEA - ISSN: 2675-5394