http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/issue/feed ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas 2026-07-01T14:53:49+00:00 Editorial ContraCorrente contracorrente.uea@gmail.com Open Journal Systems <div> <p>A <em>ContraCorrente </em>(ISSN: 2525-4529) é um periódico semestral trilíngue editorado pela Editora Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e vinculado ao Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas (PPGICH-UEA). Seu escopo detém-se na difusão e a propagação do conhecimento produzido sob a perspectiva da Interdisciplinaridade, seja em contexto local, nacional ou internacional, por pesquisadores de que se dedicam às áreas de Ciências Humanas, Letras, Cultura e afins.</p> </div> http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5459 QUANDO O RIO COMANDA A VIDA 2026-07-01T02:01:25+00:00 Greiciele Rodrigues da Costa greicielerodrigues5@gmail.com Thaila Bastos da Fonseca thailabastos@yahoo.com <p>Este artigo examina os impactos da estiagem severa de 2024 na vida <br>das mulheres amazônicas, destacando a relação entre suas realidades e a <br>escassez de recursos hídricos. A pesquisa, de natureza qualitativa, combina <br>relatos orais e análise bibliográfica das obras O Rio Comanda a Vida (1972) de <br>Leandro Tocantins e Amazonas – Pátria da Água (2002) de Thiago de Mello. <br>Entrevistas semiestruturadas realizadas com mulheres de áreas afetadas pela <br>seca no município de Tefé/AM revelam um quadro de vulnerabilidade, com <br>dificuldades no acesso à água potável, alimentos e transporte. A análise das <br>obras literárias complementa esses relatos, evidenciando como a seca <br>compromete tanto a sobrevivência quanto as estruturas sociais e culturais das <br>comunidades onde o rio é fundamental para a vida. O estudo conclui com a <br>necessidade urgente de políticas públicas eficazes para mitigar os efeitos das <br>mudanças climáticas, com foco nas mulheres que dependem diretamente dos <br>rios para sua subsistência e qualidade de vida.</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5460 OS MEDIA NA COBERTURA DOS CICLONES TROPICAIS EM MOÇAMBIQUE 2026-07-01T02:13:44+00:00 Precidónio Silvério Hilário Uamusse precidoniosilverio@outlook.com Sérgio Jeremias Langa sergiolanga@icar.co.mz <p>Preocupa-nos a apatia da imprensa em dedicar-se em cobrir um <br>assunto que constitui um dos desafios da actualidade. “Os Media na cobertura <br>dos Ciclones Tropicais em Moçambique: um estudo centrado no Follow up <br>noticioso dos impactos do idai” compreende o tema do presente artigo. A <br>partir da inquietação sobre a (im)possibilidade de a Televisão de Moçambique <br>(TVM) ter feito cobertura e publicações noticiosas do Ciclone Tropical Idai, o <br>estudo tem por objectivo compreender se a TVM continua ou não a explorar <br>outros ângulos que possam fornecer mais subsídios para o entendimento de <br>um determinado Ciclone Tropical, na perspectiva de essa informação poder <br>esclarecer os telespectadores. Move-nos a elaborar este estudo a noção de que <br>o trabalho jornalístico deve ir além do simples relato dos acontecimentos, <br>sendo fundamental que, após a ocorrência de um fenómeno, o jornalista <br>desdobre-se no Follow up para explorar outras nuances que não seriam <br>aprofundadas num simples relato noticioso imediato. Metodologicamente, <br>socorremo-nos da Análise de Conteúdo com abordagem híbrida (qualitativa <br>e quantitativa). Constatámos que a TVM não fez o Follow up dos impactos <br>ciclónicos durante o período em análise (Abril e Maio de 2019), tendo muitas</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5461 VALIDAÇÃO METODOLÓGICA DE ROTEIRO DE ENTREVISTA SOBRE USO TRADICIONAL DE PLANTAS MEDICINAIS PELA POPULAÇÃO INDÍGENA 2026-07-01T02:26:03+00:00 Tayna da Silva e Silva taynasilva@unifesspa.edu.br Aline Coutinho Cavalcanti Aline.cavalcanti@unifesspa.edu.br Ana Claudeise Silva do Nascimento anaclaudeise@unifesspa.edu.br Priscila da Silva Castro priscilacastro@unifesspa.edu.br <p>Introdução: A validação metodológica é um processo crítico na <br>pesquisa científica e em diversas áreas, incluindo estudos relacionados a <br>plantas medicinais. Objetivo: A pesquisa tem como finalidade descrever a <br>construção e validação de roteiro de entrevista semiestruturada sobre o uso <br>tradicional de plantas medicinais com enfoque na população indígena. <br>Método: Trata-se de um estudo metodológico e descritivo, de natureza <br>qualitativa. O roteiro foi submetido a avaliação e validação de nove <br>especialistas multidisciplinares. Resultados: Os resultados mostraram que os <br>blocos de utilidades e relações da medicina tradicional com a biomédica foram <br>os que tiveram uma menor pontuação, apenas 55,6% de clareza. Os blocos de <br>compreensibilidade e objetividade obtiveram uma pontuação de 88,9%, <br>enquanto as categorias de pertinência e abrangência alcançaram a pontuação <br>máxima de 100%. Conclusão: Esses resultados altamente satisfatórios <br>atestam a qualidade do instrumento e validam sua eficácia na coleta de dados, <br>tendo sido necessários apenas pequenos ajustes.</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5462 DE CASTANHAL A PASTAGEM 2026-07-01T02:31:11+00:00 Edma do Socorro Silva Moreira edma@unifesspa.edu.br Simone Alves Martins smartins_sa@hotmail.com <p>Este trabalho objetiva analisar as articulações entre o Estado e o <br>sistema judiciário do Pará na disputa pela Fazenda Santa Tereza, antiga área <br>de castanhal transformada em área de pastagem, resultado do poder do <br>agronegócio no Sudeste paraense que para garantir a sua reprodução constrói <br>uma rede sociopolítica complexa na região. Como caminho metodológico, a <br>pesquisa qualitativa parte de um estudo de caso, apoiada em referenciais <br>bibliográfica de autores como Emmi (1987), Carnoy (1988); Bruno (1997) <br>(2010); Quijano (2005); Almeida (2010); e documental concentrada nas <br>análises do processo administrativo: 2011/76613- do Instituto de Terras do <br>Pará (Iterpa). Nossa reflexão aponta que as articulações dos atores <br>concernidos estruturam a rede sociopolítica do agronegócio que atua de <br>maneira a facilitar a apropriação de terras públicas e sua territorialização.</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5463 ENTRE UM PONTO E OUTRO, O QUE HÁ DE GEOGRAFIA? O CAMINHO DOS ESTUDANTES NA COMUNIDADE RIBEIRINHA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA E AS MUDANÇAS NOS PERÍODOS DE CHEIA E VAZANTE 2026-07-01T02:38:51+00:00 Bianca da Silva Doza bdoza99@gmail.com <p>O presente texto apresenta parte dos resultados de uma pesquisa de <br>mestrado em Geografia que está em andamento. Nessa produção, destaco <br>meus registros do caminho dos estudantes e as mudanças no período de cheia <br>e vazante. Para isso, recorre à fotografia e à descrição a fim de alcançar o <br>objetivo de registrar o caminho dos estudantes da escola ribeirinha e as <br>mudanças ocorridas nos períodos de cheia e vazante. Para isso, entre junho e <br>setembro, realizei campos na Escola Municipal José Sobreira do Nascimento, <br>na Comunidade Nossa Senhora de Fátima. Com isso, pretendo dialogar com <br>professores e/ou pesquisadores da área urbana e, assim, incluir lugares não <br>vividos por nós na criação e circulação de ideias.</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5464 VULNERABILIDADE DE COMUNIDADES TURÍSTICAS COSTEIRAS E POSSÍVEIS EFEITOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS 2026-07-01T02:49:25+00:00 Thays Rodrigues Pinho thays.pinho@ufma.br <p>As comunidades turísticas costeiras devem ser analisadas sob o viés <br>da vulnerabilidade quanto às mudanças do clima, pois irão provocar <br>alterações nos modos de vida locais e nos ambientes considerados atrativos <br>turísticos, impactando na atividade considerada, muitas vezes, a principal <br>fonte econômica. Objetiva-se examinar preliminarmente os possíveis efeitos <br>das mudanças climáticas em comunidades turísticas costeiras, entendendo<br>as como uma precursora da crise climática premente e inevitável. Investiga<br>se comunidades costeiras do nordeste brasileiro (Vila de Jericoacoara, <br>Mandacaru e Atins), adjacentes aos Parques Nacionais de Jericoacoara e dos <br>Lençóis Maranhenses e stakeholders que compõem a governança ambiental <br>local, a partir de uma abordagem qualitativa e categorial, com uso da análise <br>de conteúdo para analisar os dados. Os resultados apontam que as <br>comunidades costeiras dependentes do turismo poderão ser afetadas pela <br>mudança do clima, uma vez que as dinâmicas locais sofrerão mudanças que <br>poderão impactar nos fluxos turísticos. Ademais, os stakeholders <br>desconhecem tecnicamente o tema, embora haja avanços em nível estadual <br>quanto aos debates sobre as mudanças climáticas.</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5465 A RESILIÊNCIA AMBIENTAL NO AMAZONAS 2026-07-01T03:13:32+00:00 Andrezza Letícia Oliveira Tundis Ramos Tundis Ramos andrezzatundis123@gmail.com Helder Brandão Góes heldergoes@hotmail.com Luana Caroline Nascimento Damasceno lcndamasceno@gmail.com Priscila Farias dos Reis Alencar pri.freis@gmail.com Denison Melo de Aguiar denisonaguiarx@hotmail.com <p>A resiliência ambiental tem se tornado cada vez mais importante <br>para o equilíbrio da floresta amazônica, uma vez que a degradação ambiental <br>vem prejudicando a região amazônica de sua capacidade de resistir à seca e as <br>queimadas. O desmatamento provoca situações desastrosas, pois as espécies <br>de árvores locais não estão preparadas para lidar com o fogo e se recuperar. É <br>essencial adotar medidas adequadas de gestão e conservação para ajudar a <br>Amazônia a enfrentar as futuras mudanças climáticas. Nesse cenário, é <br>essencial ter um quadro jurídico eficiente e uma governança baseada em <br>políticas públicas que promovam um modelo socioambiental de resiliência <br>ambiental. Este estudo examina o sistema jurídico atual em diferentes níveis – regional, nacional e internacional –, destacando a importância das normas <br>jurídicas na orientação das políticas públicas de resiliência ambiental. A <br>pesquisa busca responder como a legislação pode fomentar a construção de <br>políticas públicas para promover a resiliência ambiental, sugerindo que uma <br>legislação adaptativa, focada na resiliência ambiental, pode tornar essas <br>políticas mais eficazes. O objetivo é analisar os mecanismos jurídicos existentes e a evolução dessa <br>legislação com uma perspectiva socioambiental desde a década de 1990. A <br>metodologia envolve uma abordagem qualitativa e um estudo bibliográfico, <br>além de analisar as consequências do descumprimento dessa legislação. <br>Espera-se que a análise do cenário atual contribua para a adoção de práticas <br>mais sustentáveis e eficazes, essenciais para a conservação da biodiversidade <br>e para as futuras gerações.&nbsp;</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5466 TRANSIÇÃO SOCIOENERGÉTICA EM COMUNIDADES RURAIS DO MÉDIO SOLIMÕES/AM 2026-07-01T03:23:25+00:00 Willian Rodrigues Carvalho Carvalho willian.carvalho@ifam.edu.br Ana Claudeise Silva do Nascimento anaclaudeise@unifesspa.edu.br <p>Considerando o cenário global de mudanças climáticas, o impacto <br>das políticas energéticas estabelecidas ao longo dos anos, que contribuíram <br>significativamente para a degradação ambiental, bem como a necessidade de <br>uma transição energética sustentável a curto prazo. Este estudo propõe <br>analisar como as políticas energéticas nacionais, voltadas para a <br>universalização do acesso à energia elétrica como o luz para Todos, tem <br>alcançado as comunidades rurais Amazônicas. A pesquisa fundamenta suas <br>análises nos conceitos de desenvolvimento e sustentabilidade que orientam <br>as discussões contemporâneas sobre o tema. Além de uma extensa revisão <br>bibliográfica, este estudo contou com participação de moradores de duas <br>comunidades rurais situadas às margens do rio Solimões, no estado do <br>Amazonas.</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5467 TRILHAS SECAS 2026-07-01T03:31:55+00:00 Delva Vieira Cavalcante delvavieiracavalcante@gmail.com Gimima Beatriz Melo da Silva gbeatriz2008@hotmail.com <p>Este artigo, busca rememorar o direito à educação como direito <br>humano, através da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da <br>Constituição Brasileira (1988), e na LDB - Lei de Diretrizes e Bases da <br>Educação Brasileira. Apesar do direito à educação estarem garantidos nos <br>documentos importantes citados, a crise climática em curso, intensificadas <br>na Amazônia nos anos de 2023/2024, em que a estiagem atinge seus níveis <br>mais extremos, impacta diretamente nas comunidades ribeirinhas e limita o <br>acesso a esse direito fundamental. Analisa, a partir da ótica de docentes que <br>trabalham em comunidades ribeirinhas atingidas pela estiagem e de dados <br>fornecidos pela Secretaria de Educação do Município de Manaus/AM, o <br>impacto da estiagem, em relação ao cumprimento do calendário escolar, <br>exigidos na LDB (200 dias letivos), durante as duas maiores estiagens já <br>registrada no Amazonas, nos anos de 2023/2024. Analisa, ainda, as ações <br>realizadas do ponto de vista pedagógico para mitigar os efeitos da estiagem <br>na educação e no aprendizado dos alunos, e de que forma o não cumprimento <br>do calendário escolar, portanto, a falta de acesso aos conteúdos necessários, <br>reverbera no aprendizado dos alunos das escolas da zona ribeirinha no <br>município de Manaus.</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5468 REGIONALISMO DE VANGUARDA 2026-07-01T03:39:03+00:00 Yomarley Lopes Holanda yholanda@uea.edu.br Arthur Figueira do Nascimento afdn.mic23@uea.edu.br George da Silva Inhuma Inhuma gdsi.mic23@uea.edu.br Márcio Augusto Silva de Souza masds.mic23@uea.edu.br <p>Esta pesquisa buscou mergulhar nas canções dos discos da cena <br>musical amazônica da década de 1980 que representam, em sua produção <br>musical artística, a ideia de preservacionismo e valorização da Amazônia, <br>fazendo parte do gênero musical MPA (Música Popular da Amazônia), <br>distinguindo-se por sua sonoridade amazônica, observando, a partir de um <br>diálogo entre música e história, as características particulares dessas obras, <br>bem como a trama poética dessas composições impregnadas de regionalismo. <br>Nosso principal objetivo será evidenciar o discurso preservacionista pioneiro <br>dessas composições artísticas para a história e cultura da Amazônia. A <br>metodologia construída para a análise dessa tipologia textual consistiu em <br>um diálogo interdisciplinar com outras ciências humanas, interessando-nos <br>mais pelo conteúdo e abrangência dos autores estudados, como Edgar Morin <br>(2005), Ivanir Fazenda (2008), Marcos Napolitano (2002), Erick Hobsbawm <br>(1990), Roy Bennett (1986), Raimundo Cardoso (2017), Mário Augusto <br>Dourado Menezes (2011), entre outras leituras que contribuíram para nossa <br>metodologia de análise interdisciplinar. Em nossa análise, destacamos o <br>papel do imaginário amazônico encontrado na composição das letras e na <br>sonoridade dos artistas desse período.</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5469 MUDANÇAS CLIMÁTICAS E O PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO 2026-07-01T03:44:34+00:00 Jaime de Santana Oliveira jaime.arqueologo@gmail.com <p>O presente artigo tem como objetivo apresentar os impactos ao <br>patrimônio arqueológico, decorrentes das mudanças climáticas, e mapear os <br>danos ao Sítio Arqueológico Ponta das Lajes, localizado no município de <br>Manaus, no estado do Amazonas, entre os anos de 2023 e 2024. Como <br>metodologia, foram executados levantamento bibliográfico, vistorias <br>técnicas, caminhamento assistemático e registros fotográficos dos impactos <br>e danos ao sítio. A partir da análise, pode-se constatar que o sítio arqueológico <br>sofreu impactos naturais, como processos erosivos, provocados por elevadas <br>taxas de dióxido de carbono (CO²), além de danos e antrópicos de baixo <br>impacto.</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5470 O CONSERVADORISMO LEGISLATIVO EM FACE DA EMERGÊNCIA CLIMÁTICA 2026-07-01T03:53:26+00:00 Amaiama Lamarão Josaphat amaiama.lamarao@outlook.com Isadora Cristina Cardoso de Vasconcelos isa-vasconcelos@live.com <p>Este escrito trata-se um de artigo científico que se dispõe a analisar <br>como, apesar da inegável emergência climática a nível mundial, os direitos <br>das populações indígenas têm sido mitigados por meio da ação de uma linha <br>conservadora no Poder Legislativo brasileiro. Desse modo, para este exame, o <br>presente texto se subdividirá em três seções. Primeiramente, se proporá a <br>uma breve reflexão sobre a emergência climática que já se tornou realidade; a <br>segunda seção se destinará a analisar acerca do bem viver e a ancestralidade <br>dos povos indígenas e como estas populações são essenciais para a proteção <br>da biodiversidade e o contingenciamento dos efeitos negativos das mudanças <br>climáticas; e, por fim, a terceira seção se disporá a observar a presença da <br>linha conservadora atuante no Congresso Nacional brasileiro e a sua <br>movimentação em prol do enfraquecimento dos direitos dos povos indígenas, <br>em contraponto à essencialidade dessas populações para o equilíbrio <br>ambiental e a mitigação dos riscos das mudanças climáticas para a vida <br>humana na Terra, destacando-se a Lei Federal n° 14.701/2023 (lei do marco <br>temporal) e a PEC 48. Metodologicamente, a pesquisa foi desenvolvida por <br>meio de análise bibliográfica e documental.</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5471 SABERES ALIMENTARES TRADICIONAIS DO MÉDIO SÃO FRANCISCO PREJUDICADOS PELAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS - ESTUDO DE CASO 2026-07-01T04:01:41+00:00 Alice Meiry Silva Dias periodicos@uea.edu.br Thaís Pereira Dos Santos Souza thaissociais21@gmail.com <p>O artigo aborda como as mudanças climáticas estão impactando os <br>saberes alimentares da comunidade Quilombola da Lapinha, situada na região <br>do Médio Rio São Francisco, no norte de Minas Gerais. Essas práticas, que <br>incluem o cultivo de alimentos baseado nos princípios da agroecologia e da <br>pesca artesanal, têm sido passadas por gerações e são fundamentais para a <br>garantia de autonomia e segurança alimentar local. No entanto, o aumento <br>das temperaturas, a escassez hídrica, a degradação ambiental, entre outros <br>fenômenos climáticos têm modificado o modo de viver e de produzir <br>alimentos da comunidade, pois altera a disponibilidade e qualidade da água e <br>a fertilidade do solo, dificultando a perpetuação do modo de vida tradicional <br>vazanteiro e quilombola. O artigo destaca a percepção tradicional perante este <br>cenário e como lidam com essas mudanças.</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5472 ENTRE PANOS, PLANTAS E FÉ 2026-07-01T04:08:48+00:00 Maria Gisele da Silva Santa Rosa gisele.silva@unifesspa.edu.br Ana Claudeise Silva do Nascimento ana.claudeise@gmail.com Marília de Jesus da Silva e Sousa mariliasousa2006@gmail.com <p>O artigo apresenta os resultados de uma pesquisa etnográfica <br>realizada com parteiras tradicionais da comunidade quilombola de Umarizal, <br>localizada no município de Baião, estado do Pará. O estudo tem como objetivo <br>compreender as práticas de cuidado em saúde desenvolvidas por essas <br>mulheres no contexto do ciclo gravídico-puerperal, bem como os saberes <br>ancestrais que orientam o partejar quilombola. Foram entrevistadas, entre os <br>meses de agosto e novembro de 2024, seis parteiras com perfis distintos, mas <br>todas profundamente enraizadas em práticas culturais e na medicina popular <br>de matriz afro-brasileira. As narrativas revelam um processo de aprendizado <br>informal, transmitido oralmente entre gerações, e uma atuação marcada pela <br>solidariedade, espiritualidade, territorialidade e resistência. Entre panos, <br>plantas e fé, essas mulheres mobilizam conhecimentos e técnicas que <br>envolvem o uso de azeites, ervas medicinais, objetos simbólicos e rituais de <br>proteção. Tais práticas são associadas a um modelo de cuidado integral, <br>centrado na escuta, no vínculo comunitário e na autonomia das mulheres <br>gestantes. A análise das entrevistas considerou também a história de <br>formação do quilombo de Umarizal e os modos de vida que estruturam o <br>cuidado em saúde dentro da comunidade. A pesquisa evidencia a relevância do <br>reconhecimento institucional dos saberes tradicionais e propõe o <br>fortalecimento do diálogo entre os sistemas de conhecimentos ancestrais e o <br>Sistema Único de Saúde, respeitando a diversidade cultural e a especificidade <br>dos territórios quilombolas.</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5454 Apresentação 2026-07-01T01:15:11+00:00 ContraCorrente Revista do PPGICH contracorrente.uea@gmail.com 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5456 Versão Completa 2026-07-01T01:37:11+00:00 ContraCorrente Revista do PPGICH contracorrente.uea@gmail.com <p>Versão Completa</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas http://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/article/view/5473 INTRODUÇÃO À CULTURA ENQUANTO PODER ESTRUTURANTE 2026-07-01T04:28:34+00:00 Sâmela de Freitas Valamatos sdfv.mic22@uea.edu.br Gimima Beatriz Melo da Silva gbeatriz2008@hotmail.com <p>As relações sociais e suas formas foram basilares na construção <br>deste artigo, no qual se aborda a cultura enquanto poder estruturante. Para a <br>discussão, este conta com 3 tópicos: “o conceito de cultura”, no qual foram <br>utilizados como fundamento os estudos dos antropólogos Roque de Barros <br>Laraia e Clofford Geertz, o sociólogo Zygmunt Bauman e o autor Renato Ortiz. <br>O segundo tópico aborda um “Conceito de poder estruturante”, no qual foram <br>utilizados os teóricos Michel Foucault, com seus estudos presentes em <br>“Vigiar e Punir”, e Pierre Bourdieu em “O Poder Simbólico”. No último <br>tópico, “A cultura enquanto poder estruturante”, foram utilizadas as ideias <br>discutidas nos tópicos anteriores, seus autores, e acrescentadas as ideias do <br>professor crítico literário Edward W. Said. Este artigo tem como objetivo <br>introduzir o leitor a uma realidade implícita nas relações corriqueiras e <br>invisível ao imaginário da maioria dos viventes, mas que causa um efeito <br>basilar na experimentação individual da vida de cada indivíduo humano.</p> 2026-07-01T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2026 ContraCorrente: Revista do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas